Politécnico

Institutos politécnicos satisfeitos por serem escolhidos por mais de 19 mil estudantes

Notícias de Coimbra com Lusa | 10 meses atrás em 27-08-2023

Os institutos politécnicos estão satisfeitos por terem sido escolhidos por mais de 19 mil estudantes nesta primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior, realçando que é o reconhecimento de um ensino de proximidade e de coesão territorial.

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Segundo os resultados da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), hoje conhecidos, mais de 19 mil estudantes ficaram colocados em estabelecimentos do ensino politécnico.

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) realçou que é um número idêntico ao de 2022, mas trata-se de uma maior taxa de colocação, em relação ao ano anterior, tendo em conta que o número de candidatos foi inferior ao de 2022/2023.

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Mantém a tendência dos últimos três anos, “apesar da redução de cerca de 3% no número de candidatos no ensino politécnico até tivemos um aumento de algumas décimas no número de colocados. Não houve uma descida do número de colocados, o que é muito importante. Significa que os estudantes escolhem estas instituições”, disse Maria José Fernandes, presidente do CCISP.

Maria José Fernandes, também presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA), mantém-se confiante para a ocupação de vagas dos politécnicos na segunda fase do concurso de acesso ao ensino superior, destacando que uma das suas grandes vantagens “tem a ver com a distribuição pelo território nacional”.

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“O facto de existirem instituições localizadas nas capitais de distrito no território, quer seja de densidade populacional alta, como o Porto, Lisboa, Coimbra, etc., mas também em territórios de baixa densidade, é muito importante porque também o custo de vida é menor”, disse.

A responsável destacou ainda que o ensino politécnico é “muito focado naquilo que são as necessidades das empresas, das entidades da sociedade civil”, sendo um “ensino muito de proximidade e sobretudo para resposta de problemas concretos, muito vocacionado para a área profissionalizante”.

“Esta também é uma das grandes bandeiras. No âmbito da nossa missão distingue-nos e é também nesse sentido que os estudantes nos procuram”, destacou.

Para a segunda fase serão disponibilizadas cerca de 4.000 vagas para os politécnicos, às quais se podem candidatar alunos através dos concursos locais, dos regimes especiais de acesso, dos concursos especiais para estudantes titulares de diploma de especialização tecnológica, titulares de diploma de técnico superior profissional e titulares de outros cursos superiores, além de estudantes internacionais e titulares de cursos de dupla certificação de nível secundário e cursos artísticos especializados.

Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) na primeira fase de acesso ao ensino superior público português entrou um total 49.438 alunos, menos 0,7% em relação à mesma fase do concurso de 2022 (quando foram colocados 49.806 alunos).

Nesta primeira fase candidataram-se 59.073 estudantes, menos 2.434 do que em 2022, para um total de 54.311 vagas, representando uma taxa de colocação de candidatos de 84%.

O CCISP é um órgão colegial que representa os estabelecimentos públicos de ensino superior politécnico, integrado por todos todos os institutos superiores politécnicos públicos e escolas superiores não integradas, que tem como principais competências colaborar na formulação de políticas nacionais de educação, ciência e a emissão de pareceres e posições sobre assuntos que digam respeito a matérias relacionadas com o ensino superior.

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