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Ensino

Instituto Superior Miguel Torga continua a inovar com os olhos postos no futuro (com vídeo)

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O Instituto Superior Miguel Torga (ISMT), um dos mais antigos estabelecimentos de ensino superior universitário privado português, com mais de oito décadas de existência, faz parte da rede nacional de ensino superior português, mantém a missão originária de “servir a sociedade civil”, mas tem os olhos “postos na utopia do futuro com um projeto de oferta formativa virada para a transição energética e digital”, defende Luís Marinho, da direção da instituição de ensino.

A oferta formativa do estabelecimento de ensino pretende ser abrangente e diversificada, com especial foco em áreas como Audiovisuais e Comunicação, Ciências Empresariais, Ciências Sociais e do Comportamento e Informática, através de licenciaturas, pós-graduações, mestrados, cursos de especialização, com o objetivo de “possibilitar aos alunos o contacto com a realidade laboral, quer através de múltiplas parcerias, quer no âmbito da realização de estágios”.

Nos planos do 1ºciclo do ensino superior (licenciaturas), o ISMT conta com os cursos de Design de Comunicação, Jornalismo, Multimédia, Comunicação Empresarial, Gestão, Gestão de Recursos Humanos, Empreendedorismo, Psicologia, Serviço Social e Informática (com duas áreas de especialização). Já na oferta de Mestrados, o Instituto Superior Miguel Torga inclui os cursos de Psicologia Clínica (com três áreas de especialização) e ainda Serviço Social.

“Esta escola foi criada há 84 anos e é claro, foi evoluindo ao longo do tempo, foi Instituto Superior de Serviço Social, onde se diplomavam as assistentes sociais que estão aí espalhadas pelo país todo, aliás penso que esta escola foi a que mais assistentes sociais formou ao longo dos anos, e depois passou mais tarde, nos anos 90, para Instituto Superior Miguel Torga, já com uma série de outras licenciaturas”, explica Luís Marinho, em entrevista ao NDC.

 

O professor acrescentou que a intenção é alargar a oferta educativas da instituição, nomeadamente através da criação” de licenciaturas ou formações, com alguns dos apoios europeus do Plano de Recuperação e Resiliência na área da Proteção Civil e dos Riscos (fogos, incêndios, catástrofes, riscos tecnológicos e não tecnológicos), porque a região e o país precisam de técnicos especializados”.

Para além desta área mais virada para o ambiente, Luis Marinho quer “trazer de novo os doutoramentos” e identificou ainda como uma lacuna no sistema nacional de ensino “o facto de não existir qualquer escola de Concertação Social, por exemplo”. 

O entrevistado reiterou que a instituição, que tem contado com cerca de 1300 a 1400 alunos, “está muito virada para o futuro” e que nesse sentido existe o plano de “nos próximos dois a três anos criar entre 30 a 40 formações e cursos novos, para responder aos grandes desafios do nosso tempo”.

Neste momento, o ISMT encontra-se num “impasse institucional no qual existe o problema da aplicação de leis no tempo e até de inconstitucionalidade”, clarifica Luís Marinho uma vez que dois quadros legais chocam e incompatibilizam-se “a legislação relativa ao ensino superior diz que uma instituição como a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra não pode ser a entidade responsável por uma escola universitária, mas essa regra foi feita antes do aparecimento das CIM’s, mas depois ainda há outra norma do governo de 2013 que entregou isto à CIM”. 

O membro da comissão de gestão do ISTM referiu que “estão a ser discutidas possíveis soluções que podem passar pela CIM internalizar a componente do ensino superior da universidade nas suas próprias funções, ou caso não seja autorizado, propomos uma sociedade que tenha a CIM como sócio único”, elucidou Luís Marinho, que espera que até março seja dado o parecer sobre qual o caminho a seguir para resolver esta querela institucional.

Luís Marinho exaltou a intensa parceria entre a (CIM) da Região de Coimbra e o Instituto: “No início, quando o ISMT foi ‘entregue’ à CIM Região de Coimbra, a CIM olhou para o Instituto como um encargo, mas depois acho que se apaixonou pelo ISMT e percebeu que tinha aqui um diamante em bruto que podia ser um alfobre de conhecimento para a definição de políticas que a CIM quer desenvolver e de responsabilidades que o próprio governo lhe atribuiu nas áreas sociais, do ambiente e também nas área das transições social e digital”.

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