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Política

Iniciativa Liberal diz que DGS parece evoluir mais ao sabor da pressão política do que da ciência

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A Iniciativa Liberal considerou hoje “preocupante” que a Direção-Geral da Saúde apresente uma posição sobre a vacinação de crianças “que parece evoluir mais ao sabor da pressão política do que da fundamentação científica”, apelando a clareza na comunicação.

Num comunicado enviado às redações, a IL defende que “a matéria da vacinação de menores entre os 12 e os 15 anos é particularmente delicada, dado que ela se pode, apenas e sobretudo, justificar por motivos de proteção a terceiros”.

“Por esse motivo é preocupante que a DGS apresente uma posição que parece evoluir mais ao sabor da pressão política do que da fundamentação científica”, argumentam.

Os liberais consideram ainda “incompreensível que alguns responsáveis políticos tenham tomado posições públicas com o objetivo de condicionar as decisões técnicas, pondo a sua agenda política à frente da análise científica que suporta a decisão”.

O partido liderado por João Cotrim Figueiredo vinca ainda que “a vacinação de menores encerra uma dimensão ética que exige uma comunicação clara e transparente”.

“Sem informação clara e objetiva sobre os riscos e benefícios da vacinação de menores, não será possível às famílias tomar decisões livres, ponderadas e conscientes sobre a vacinação dos menores a seu cargo”, concluem.

Na terça-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou que “a DGS recomenda a vacinação de todos os adolescentes dos 12 aos 15 anos de idade”, sem necessidade de indicação médica, depois de terem sido analisados “novos dados disponibilizados nos últimos dias”, em concreto os impactos registados nos “mais de 15 milhões adolescentes vacinados nos Estados Unidos e na União Europeia”.

A diretora-geral da Saúde afirmou ainda que a DGS não esteve “surda nem cega” ao que foi dito sobre a vacinação dos adolescentes, mas realçou que a “decisão foi baseada num parecer da Comissão Técnica de Vacinação sobre o qual a Direção-Geral de Saúde não tem a mínima intervenção”.

No dia 30 de julho, a DGS considerou que devia ser dada a possibilidade de vacinação a todas as crianças dos 12 aos 15 anos de idade por indicação médica e de acordo com a disponibilidade de vacinas, remetendo o acesso universal destas idades para mais tarde.

“A DGS emitirá recomendações sobre vacinação universal de adolescentes dos 12 aos 15 anos logo que estejam disponíveis dados adicionais sobre a vacinação destas faixas etárias”, disse então Graça Freitas.

Na terça-feira, Graça Freitas referiu-se à “diversidade de opiniões” como “um bem em si”: “Estamos numa democracia. As pessoas que têm informação privilegiada ou que têm a sua opinião podem e devem dá-la”.

O Presidente da República frisou na quinta-feira que o “fundamental” é que, “quanto à questão de princípio” da vacinação das crianças, não haja “nenhuma objeção definitiva”, e reiterou que é preciso “deixar correr o tempo” para mostrar que, “aquilo que é bom neste momento na Madeira”, – onde está a decorrer a vacinação entre os 12 e os 15 anos – “venha também a ser considerado bom nos Açores e no continente”.

Na sexta-feira, o vice-almirante Gouveia e Melo considerou que “o tempo está a esgotar-se” para vacinar os adolescentes entre os 12 e os 15 anos, reconhecendo, no entanto, o “cuidado” da DGS em proteger os jovens.

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