Coimbra
Infraestruturas de Portugal melhora Via Rápida de Taveiro, mas Almegue fica de fora
Imagem: Google Maps
A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou o concurso público para a elaboração do projeto de reabilitação da EN341 (via rápida de Taveiro).
Trata-se de uma extensão de 6,8 quilómetros entre Taveiro e o acesso ao nó de Almegue. Com um investimento de 500 mil euros, a obra visa requalificar e retificar o troço rodoviário.
Ao contrário do que foi inicialmente indicado, a possível semaforização da rotunda do Almegue não consta deste projeto. A informação foi dada na reunião do executivo de 26 de janeiro pela presidente Ana Abrunhosa.
O tema foi abordado pela vereadora Ana Bastos. No período antes da Ordem do Dia, a vereadora da coligação saudou a empresa pública pelo lançamento da obra que, ao que tudo indicava, contemplava uma solução para a rotunda que “nasceu como solução provisória, em 2010, enquanto se aguardava a construção da 4.ª ponte sobre o Mondego — e assim permaneceu até hoje”.
“A solução semaforizada é há muito conhecida. A mersma foi objecto de estudo e de validação através de modelo de microssimulação, elaborado pelos alunos de doutoramento em Sistemas de transportes, em 2010, sob a minha orientação e do Prof. Alvaro Seco. Essa solução foi, à data, apresentada quer à CMC quer à IP e aceite por ambas as entidades”, disse Ana Bastos.
Uma opção que será estudada, de acordo com a presidente, num estudo realizado “à parte” pela Infraestruturas de Portugal. “Mantém-se essa necessidade, mas não será no àmbito deste procedimento”, frisou.
A empresa pública irá, também, estudar a possibilidade da criação da via de aceleração nas entradas para a Ponte Açude. A “solução Coldplay”, como ficou conhecida, permitirá “melhorar significativamente a fluidez no nó da Casa do Sal”.
“A defesa destas soluções, o reconhecimento do problema e a obtenção de compromisso da IP foram conquistas do anterior executivo”, afirmou.
Mas Ana Bastos lembra que todas estas soluções, caso venham a ser implementadas, não são “a solução definitiva dos problemas registados no nó do Almegue”, pois “as inclinações acentuadas e os elevados fluxos de tráfego continuarão a gerar constrangimentos e acidentes”.
“Por isso, assuma-se que a 4ª ponte, associado a um nó em trevo no Almegue é a única solução estrutural e definitiva”, frisou.