Região

Infraestruturas de Portugal contraria Figueira da Foz no caso da Ponte Edgar Cardoso

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 anos atrás em 16-02-2022

A Infraestruturas de Portugal (IP) esclareceu hoje que tem mantido informado o município da Figueira da Foz sobre a reabilitação da Ponte Edgar Cardoso, sobre o rio Mondego, cujo contrato foi assinado segunda-feira por 16,5 milhões de euros.

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“A IP tem mantido contacto e reunido regularmente com a Câmara da Figueira da Foz, prestando todas as informações relativas às diferentes fases da intervenção, desde a elaboração do projeto (em 2020), ao lançamento do concurso para a execução da obra e à adjudicação da empreitada, que ocorreu em novembro de 2021”, refere um comunicado enviado esta tarde à agência Lusa.

Na nota, aquele organismo do Estado esclarece que, “também no final de 2021, decorreu uma reunião onde foi apresentado o Plano de Condicionamentos de Trânsito à autarquia e representantes de várias entidades interessadas (Proteção Civil, GNR, Bombeiros, Hospital Distrital, Porto da Figueira, Marinha e representantes de empresas, escolas, entre outros)”.

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“As restrições à circulação rodoviária, imprescindíveis para permitir a boa execução da obra e garantir a segurança dos trabalhadores e dos automobilistas, envolvem a limitação o trânsito de viaturas a uma via em cada sentido e o corte total do tráfego pedonal”, lê-se no documento.

A IP salienta ainda que, pontualmente, e apenas para realização dos trabalhos de substituição dos tirantes, “será necessário proceder ao corte total do tráfego rodoviário e unicamente durante o período noturno”, sendo “sempre garantida a passagem de veículos de emergência”.

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O comunicado acrescenta que, “não obstante os condicionamentos definidos, a IP mantém total disponibilidade para receber todos os contributos que visem a melhoria das soluções encontradas, que deem resposta aos interesses das diferentes entidades e permitam a concretização da intervenção de reabilitação da Ponte Edgar Cardoso”.

O presidente do município da Figueira da Foz mostrou-se hoje indignado pelo facto de a IP não ter comunicado à Câmara a assinatura do contrato da empreitada de reabilitação e reforço da Ponte Edgar Cardoso.

“É magnífico, assinam e publicam contratos de obras no concelho da Figueira da Foz sem dar informações, nem uma palavra, à autarquia”, criticou hoje de manhã Pedro Santana Lopes, em sessão de Câmara, no período antes da ordem do dia.

O autarca, eleito pelo movimento Figueira a Primeira, reagiu desta forma à notícia publicada hoje pelos jornais Diário de Coimbra e As Beiras, de que foi assinado o contrato das obras de reabilitação da Ponte Edgar Cardoso, sobre o rio Mondego, unindo as margens na Figueira da Foz.

Santana Lopes criticou também o facto de a travessia, com cerca de 1,4 quilómetros de extensão, vir a encerrar durante o dia numa faixa de cada lado, salientando que a IP quando intervém nas pontes de Lisboa não faz as obras durante o dia.

“Ai se fechassem durante um mês a ponte sobre o Tejo. Em todas estas décadas não vi a Ponte 25 de Abril fechar uma semana sequer”, atirou o presidente da autarquia figueirense.

Nesta beneficiação estão contemplados, entre outros trabalhos, a proteção das superfícies de betão das torres e anticorrosiva da estrutura metálica do tabuleiro da ponte, a limpeza, decapagem e pintura dos guarda-corpos, incluindo reparação dos módulos danificados, a substituição do revestimento existente nos passeios e das juntas de dilatação, e a alteração do sistema de iluminação pública.

A Ponte da Figueira da Foz, como também é conhecida, projetada pelo professor Edgar Cardoso, foi a primeira ponte rodoviária com o tabuleiro ‘atirantado’ realizada em Portugal, tendo sido aberta ao tráfego em 1982.

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