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Economia

Inflação leva maioria dos portugueses a reduzir gastos com lazer e bens essenciais

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A inflação está a levar a maioria dos portugueses a reduzir nos consumos. Os cortes são mais significativos no lazer e nas despesas fixas, como gás, luz e água, mas afetam também muitos bens essenciais e mesmo os cuidados de saúde.

De acordo com uma sondagem realizada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa/Instituto Universitário de Lisboa (ICS/ISCTE) para o Expresso e a SIC, os cortes atingem praticamente todos os setores. Questionados sobre se fizeram mudanças para lidar com o aumento dos preços, 72% admite ter cortado em passeios, refeições fora de casa, hobbies, cinema, espetáculos ou noutras atividades de lazer.

Nota-se também uma grande preocupação com as despesas “domésticas”, como eletricidade, gás e água, com 62% dos inquiridos a admitir que já está a cortar nestes consumos. A poupança atinge também os bens de primeira necessidade (37%) e mesmo a saúde, com 19% a admitir ter cortado em consultas, despesas com medicamentos e outras despesas de saúde.

Quanto às preocupações com o futuro, 57% dos inquiridos mostram-se “muito” ou “algo” preocupados com a possibilidade de deixarem de conseguir pagar a renda ou a prestação da casa. A percentagem sobe para 67% quando a preocupação se prende com o pagamento das contas de luz, de água ou de gás. De registar, ainda, que 43% dos inquiridos mostra-se preocupado com a possibilidade de perder o emprego.

Esta sondagem foi realizada entre os dias 10 e 18 de setembro de 2022. O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal Continental. Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis sexo, idade (4 grupos), instrução (3 grupos), região (5 Regiões NUTII) e habitat/dimensão dos agregados populacionais (5 grupos). A partir de uma matriz inicial de região e habitat, foram selecionados aleatoriamente 83 pontos de amostragem onde foram realizadas as entrevistas, de acordo com as quotas acima referidas. A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto em eleições legislativas recolhida recorrendo a simulação de voto em urna. Foram contactados 2742 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 807 entrevistas válidas (taxa de resposta de 29%, taxa de cooperação de 42%).

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