Incubadora coordenada pelo IPN apoia ideias para o Espaço 4.0

Notícias de Coimbra | 8 anos atrás em 08-02-2018

A Incubadora de empresas da Agência Espacial Europeia em Portugal, coordenada pelo Instituto Pedro Nunes, abre candidaturas e há novidades: já podem concorrer empresas com novas ideias para a indústria espacial do futuro, o chamado spin-in. Até agora, apenas podiam candidatar-se startups que aplicassem tecnologia do espaço em setores terrestres. Cada empresa receberá financiamento de 50 mil euros acompanhado de apoio técnico e de negócio.

ESA

A Incubadora de empresas portuguesas da Agência Espacial Europeia (ESA BIC Portugal) tem candidaturas abertas a startups que encontrem no Espaço novas oportunidades de negócio.

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Além de startups que incorporem tecnologia espacial em aplicações terrestres, também já podem concorrer empresas com novas ideias de produtos e serviços direcionados ao mercado espacial. As candidaturas para 2018 podem ser feitas aqui tendo em conta as seguintes datas limite: 9 de março, 5 de junho e 5 de novembro.

A ESA BIC Portugal, com financiamento de 50 mil euros por empresa e apoio técnico e de negócio, é coordenada pelo Instituto Pedro Nunes e tem polos no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto e na agência DNA Cascais. Destina-se a empresas criadas em Portugal, com menos de cinco anos, que terão de desenvolver, durante um período máximo de dois anos, uma ideia e um protótipo.

Já com 16 startups apoiadas, a ESA BIC Portugal abre agora a porta a startups com ideias de produtos e serviços inovadores pensados para a indústria espacial do futuro, conhecida como “Espaço 4.0”. É uma nova era na qual o Espaço deixa de ser um campo acessível apenas a alguns governos de nações espaciais, passando a desenrolar-se através da interação entre governos, privados, indústria, ensino e sociedade.

O “Espaço 4.0” representa a evolução do setor espacial numa nova era em que sociedades e indivíduos passam a ter uma influência mais ativa, ao mesmo tempo que são disseminados, em maior escala, dados e serviços oriundos do setor espacial.

A Agência Espacial Europeia, que já criou 18 centros de incubação espalhados pela Europa, tem como objetivo disponibilizar aos empreendedores e jovens empresários o enorme acervo de tecnologia que as missões espaciais e satélites geram, tanto em termos de tecnologias como de dados, e transformá-los em ideias que podem gerar bons negócios na Terra.

O Galileo, por exemplo, o sistema europeu de localização por satélite, ao fornecer uma precisão inigualável, está a criar a sua própria área de negócios, com centenas de startups a começarem a explorar esta oportunidade.

O EGNOS, um precursor do Galileo, é um sistema complementar que aumenta a precisão dos sinais de navegação por satélite na Europa e que também pode servir de suporte a novas aplicações em diversos setores, como a aviação, os transportes ou a agricultura de precisão.

O programa europeu Copérnicos, que fornece dados de observação da Terra em tempo real, é outra fonte de dados espaciais que está a ser incorporada em novos produtos e serviços do futuro, em áreas como o ambiente, a saúde, a proteção civil e a segurança civil, permitindo monitorizar inúmeros parâmetros terrestres, ambientais, aquáticos ou até geológicos.