Justiça

Incêndios florestais fazem 10 detidos em menos de um trimestre

Notícias de Coimbra com Lusa | 20 minutos atrás em 21-03-2026

Dez pessoas foram detidas nos primeiros meses deste ano por suspeita de crime de incêndio florestal, revelou sábado a Guarda Nacional Republicana (GNR), assinalando que mais de 40% dos proprietários não limpa os terrenos depois da sinalização.

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Num resumo das ocorrências de incêndios rurais que compara os dados de 2025 e 2024, e numa data em que se assinala o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, a GNR refere que até quinta-feira, 19 de março deste ano, foram detidas 10 pessoas pelo crime de incêndio florestal.

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“Estes dados evidenciam uma atuação firme na identificação e responsabilização dos autores, reforçando a resposta da Guarda na prevenção e repressão de comportamentos que colocam em risco pessoas, bens e o património florestal”, refere a GNR no texto enviado à agência Lusa.

Revelando que os incêndios rurais aumentaram 30% no ano passado face a 2024, a GNR termina o alerta com um apelo: “Proteger a floresta é proteger o futuro”.

“A floresta portuguesa, que ocupa mais de um terço do território nacional, constitui um recurso estratégico de elevado valor ambiental, económico e social, assumindo um papel determinante na proteção dos solos, na regulação da qualidade da água e do ciclo hidrológico, na conservação da biodiversidade e no sequestro de carbono, para além de contribuir significativamente para a criação de emprego, para a dinamização da economia e para a qualidade de vida das populações”, assinala esta polícia.

Contudo, acrescenta, “importa salientar que uma parte considerável dos incêndios rurais continua a resultar de comportamentos negligentes ou de práticas inadequadas associadas às atividades agrícolas e florestais, designadamente a realização de queimas e queimadas de sobrantes sem o devido enquadramento legal, bem como outras ações de risco”.

“Atendendo à crescente preocupação com a problemática dos incêndios rurais em Portugal, a GNR considera fundamental reforçar as ações de sensibilização e proximidade junto da população, promovendo uma cultura de responsabilidade coletiva na proteção da floresta”, conclui.

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