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Incêndio fatal na Suíça. Porta de serviço trancada pode ter impedido fuga de bar

Notícias de Coimbra | 55 minutos atrás em 11-01-2026

O incêndio no bar Le Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, que resultou na morte de 40 pessoas, tem revelado novas e chocantes informações.

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O proprietário do estabelecimento, Jacques Moretti, admitiu que uma das portas de serviço do bar estava trancada por dentro na noite do incidente, o que pode ter dificultado a fuga das vítimas. A maioria dos mortos, entre os quais muitos adolescentes, não conseguiu escapar a tempo, e o pânico tomou conta do local quando as chamas começaram a alastrar-se rapidamente.

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O incidente ocorreu na madrugada de 1 de janeiro de 2026, por volta das 1h30 locais. O incêndio, que se iniciou possivelmente devido a velas de foguete em garrafas de bebidas alcoólicas, levou a uma explosão devastadora, fazendo com que o fogo se intensificasse e se espalhasse pela discoteca. Quando Moretti chegou ao local, já após o fogo ter se alastrado, arrombou a porta trancada e encontrou vários corpos.

Durante o interrogatório, Moretti revelou que, na renovação do bar em 2015, foi ele quem instalou a espuma acústica no teto, material que, de acordo com as investigações, teria incendiado devido às faíscas das velas de foguete. Apesar de garantir que testou a resistência da espuma na altura, o proprietário não soube explicar como as faíscas puderam iniciar o incêndio, refere o Notícias ao Minuto.

Além disso, as autoridades também questionaram Moretti sobre a presença de menores no local. A maior parte das vítimas mortais eram adolescentes, e o proprietário admitiu que, embora a entrada de menores de 16 anos fosse proibida, a possibilidade de falha no cumprimento da regra por parte dos seguranças não pode ser descartada. Mais tarde, foi confirmado que o bar não era inspecionado desde 2020, apesar da obrigação legal de inspeções anuais.

A tragédia levanta questões graves sobre a segurança do estabelecimento, que não foi alvo de fiscalização regular, e sobre as condições que permitiram que o incêndio se alastrasse de forma tão rápida e fatal.

Jacques e Jessica Moretti, co-proprietária do Le Constellation, estão agora a ser investigados por homicídio e lesões corporais por negligência, além de incêndio criminoso, também por negligência. O incidente, que abalou profundamente a cidade de Crans-Montana e a Suíça em geral, continua a ser alvo de uma investigação rigorosa pelas autoridades locais.

A tragédia põe em evidência as falhas nos protocolos de segurança e as consequências devastadoras de não garantir a proteção adequada para os frequentadores de estabelecimentos públicos. A comunidade local e as famílias das vítimas estão a exigir justiça e respostas rápidas para que algo assim nunca mais aconteça.

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