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Implementar políticas para toda a região é a prioridade de Ribau Esteves na CCDR Centro
Novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro quer reduzir o desequilíbrio entre as diversas regiões do território.
Na entrevista ao Notícias de Coimbra, o antigo autarca de Ílhavo e Aveiro reconheceu que existe “um desenvolvimento muito desequilibrado entre a plataforma do território mais próxima do Oceano Atlântico e a plataforma do território mais próxima da fronteira com a Espanha”.
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No seu entender, e apesar das políticas implementadas, esse desequilíbrio não reduziu, esperando agora que com o aumento das competências da comissão seja possível ajudar a inverter o atual panorama com
“políticas regionais à escala total da região”.
Na prática, “implementar projetos que são transversais, eventos que acontecem em toda a região, de forma a que possamos contribuir para diminuir esse desequilíbrio”, frisou o ex-vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
“Queremos dar o nosso contributo forte numa lógica de mobilização dos agentes públicos e privados da região Centro”, disse.
Sobre os diversos programas de fundos comunitários que tem em mãos – final do Portugal 2020, último ano do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o Portugal 2030 -, Ribau Esteves afirmou que a hora é de dar um “forte avanço” no programa que terminará em 2030.
“Há problemas, há a burocracia que continua muito pesada, há uma reduzida capacidade de fazer, de projetar e de executar empreitadas (…) Mas há a enorme oportunidade que é aproveitar os fundos comunitários e para aproveitar os fundos comunitários em pleno temos que executar as metas que estão definidas. A próxima é no final deste ano de 2026 e vamos dar o nosso melhor porque essa é uma frente prioritária e uma oportunidade única que nós não podemos perder e, além do mais, a boa execução do 2030 ajuda-nos a aceder a um bom montante”, disse.
Em relação ao PRR, e sabendo que não haverá prolongamento do prazo (junho de 2026), o novo presidente da CCDR Centro lembrou “um conjunto de medidas que ainda podem ser tomadas, o Governo já tomou várias, ainda poderá haver mais alguma para pressionar a execução e decisões que ainda não estão tomadas”.
Mas existem questões que ainda não esclarecidas, tais como “se faz quando fecha o PRR, uma obra que está a 70% executada no final de junho de 26, faltando 30%, como é que é? Quem é que paga essa parte que está por fazer e por pagar? Quem já recebeu uma parte, uma percentagem, fica com ela ou tem que a devolver?”.
“Há uma série de perguntas sobre como se vai fechar, que, nomeadamente para câmaras de média e pequena dimensão, pode ser um grande problema, é um livro aberto que está a ser debatido”, referiu.
Veja a entrevista por Zoom a José Ribau Esteves
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