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Política

IL diz que desconfinamento não pode ter por base “calendários eleitoralistas”

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A Iniciativa Liberal (IL) defendeu hoje que o processo de desconfinamento não pode ter por base “calendários eleitoralistas”, numa referência às autárquicas, acusando o Governo de querer aparecer como “o grande libertador” perto das eleições.

“Está na hora de libertar a economia, está na hora de libertar o país, e não gostávamos de continuar a assistir a movimentos calculistas por parte do Governo que mais não são do que decisões políticas”, apontou hoje Bruno Horta Soares, candidato da IL à Câmara Municipal de Lisboa.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, logo após a reunião no Infarmed que voltou a juntar especialistas e políticos para avaliar a situação epidemiológica do país, o liberal voltou a insistir na antecipação do desconfinamento do país, apontando que os especialistas se focaram na “responsabilização individual”.

“Vamos naturalmente esperar por quinta-feira [dia de Conselho de Ministros] para ver o que é que o Governo nos diz, mas as decisões não podem estar a ser tomadas com base naquilo que são calendários eleitoralistas, nomeadamente das autárquicas”, vincou.

A IL disse ainda não querer esperar por “meados de setembro para, à última da hora, o Governo aparecer como o libertador do país”

“A única coisa que o Governo vai fazer vai ser devolver a liberdade às pessoas, não vai libertar ninguém”, atirou.

Bruno Horta Soares fez também referência aos jovens, dizendo que todas as decisões políticas que têm vindo a ser tomadas estão a entrar “num aspeto de obediência, num aspeto de forçar comportamentos, quase uma espécie de chantagem”.

“Nós temos alguns dos mecanismos, nomeadamente o certificado da vacinação, que pelo que ouvimos, não dos especialistas, mas algumas intervenções políticas na manhã, focam objetivamente uma chantagem para que os jovens se vão vacinar. Não pode ser essa a postura do Governo, o Governo tem de saber chegar aos jovens, falar com eles”, sustentou.

Questionado sobre a vacinação de crianças, nomeadamente menores, o liberal alertou que o tema levanta “questões éticas” e que é necessário obter “o maior consenso possível da sociedade”.

“Acreditamos, ou esperamos, que as decisões relativamente aos menores de 16 e maiores de 11, não sejam tomadas por prescrição governamental mas que obtenham todo o consenso que possam obter nos próximos tempos”, rematou.

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