Um inquérito interno da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra revelou a existência de casos de assédio sexual entre os seus trabalhadores, com alguns ocorrendo de forma permanente e outros com frequência.
O estudo, que envolveu mais de três mil colaboradores da organização, revelou que cinco trabalhadores relataram ser vítimas de assédio sexual de forma constante, enquanto dez afirmaram ser alvo deste tipo de comportamento com regularidade.
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Os dados, a que a RTP teve acesso, provêm de um estudo de avaliação de riscos psicossociais realizado pela ULS de Coimbra. Segundo a diretora do Serviço de Bem-estar e Diversidade, Teresa Espassadim, as manifestações de assédio sexual podem incluir “toques, insinuações, elogios e abordagens de caráter mais íntimo”. Além dos cinco casos permanentes, há também 48 trabalhadores que se consideram vítimas de assédio em situações esporádicas e 146 que relatam ser alvo de comportamentos inadequados de forma rara.
O presidente da ULS, Alexandre Lourenço, classificou o assédio sexual no local de trabalho como “completamente inaceitável”, e garantiu que a instituição tomará medidas para apurar as responsabilidades.
O inquérito foi realizado em toda a organização, que abrange oito hospitais e 26 centros de saúde, e revelou que “dois por cento da população trabalhadora” da ULS de Coimbra foi de alguma forma exposta a comportamentos que configuram assédio sexual.
A ULS já criou um canal próprio para denúncias de assédio e garantiu que está a seguir com a investigação dos casos identificados. As vítimas, cujos relatos não são todos anónimos, poderão ser contactadas individualmente para que as responsabilidades sejam atribuídas de forma rigorosa.
Esta investigação interna surge como uma resposta a preocupações com a segurança e o bem-estar dos trabalhadores, e a ULS de Coimbra promete agir de forma firme para garantir que tais comportamentos sejam erradicados do ambiente de trabalho.
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