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Hospital Compaixão inaugurado mas parado à espera das convenções com a Segurança Social e Ministério da Saúde (com videos)

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Na inauguração do Hospital Compaixão, este sábado em Miranda do Corvo, o presidente da Fundação ADFP, proprietária da unidade, afirmou que “basta que a ARS Centro ‘dê o ok’ à solução da Segurança Social”, para que o hospital inicie a atividade com 10 camas de cuidados continuados. A partir de agora, a unidade privada de saúde fica a funcionar apenas simbolicamente, sem consultas, sem exames, sem serviço de atendimento permanente.

Segundo Jaime Ramos, está preparada para começar a funcionar em pleno assim que haja convenção com o Ministério da Saúde, que desde o inicio do governo socialista não viabilizado as convenções com o Hospital privado, reiterou.

“Para já, não vai abrir, mas temos a ideia de que alguns serviços, embora pequenos, possam abrir antes do final do ano”, disse hoje o presidente da instituição, Jaime Ramos, à agência Lusa.

Segundo o dirigente, pelo menos uma enfermaria na área dos cuidados continuados vai abrir, de forma temporária, com 20 a 30 camas, embora haja necessidade de unidades de convalescença e cuidados paliativos no Pinhal Interior, zona que o Hospital Compaixão pretende abranger.

Com um investimento de mais de sete milhões de euros, suportados quase na totalidade pela Fundação ADFP, a unidade hospitalar ficou concluída [e totalmente equipada] em abril de 2019 e foi inaugurada no sábado, no âmbito das comemorações do 34.º aniversário da instituição.

“Já o devíamos ter inaugurado, mas meteu-se a covid-19 e não houve oportunidade”, frisou Jaime Ramos, salientando que aquele ato é também uma forma de chamar a atenção para um hospital “parado e desaproveitado, numa zona [Pinhal Interior] com tanta falta de respostas”.

O presidente da instituição, que aguarda por acordos com a administração de Saúde para abrir o hospital ao público, manifestou “esperança de que um dia o hospital vai funcionar na totalidade, já que faltam respostas na área do Pinhal Interior”.

“No Pinhal Interior não há respostas ao nível de unidades de convalescença e cuidados paliativos. Só isso já justificava que o Estado criasse respostas”, disse o dirigente, referindo que o litoral “tem respostas destas”. O litoral da região de Coimbra “pode ter escassez, mas no Pinhal Interior não há nenhuma resposta destas”, acrescentou Jaime Ramos.

“Não há nada tão pobre como o Pinhal Interior e é pena que o Estado não perceba isso”, sublinhou.

O presidente da Fundação ADFP manifestou ainda esperança de que o Governo que saia das próximas eleições legislativas proporcione “outras oportunidades para haver diálogo e dê as respostas que o Pinhal Interior precisa”.

Até ao momento, a instituição tem acusado o Ministério da Saúde de não assinar convenções que viabilizem a abertura da unidade hospitalar, que tem uma área de construção de 4.225 metros quadrados, distribuída por três pisos e com capacidade para 55 camas, englobando um bloco operatório com duas salas de operação independentes.

Na inauguração do Hospital Compaixão, concluído há mais de dois anos, mas que vai continuar encerrado ao público, marcaram presença a vice-presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, Marilene Rodrigues, e os presindentes das câmaras de Coimbra e Penela.

Projetada para servir a zona do Pinhal Interior, a unidade está dotada de uma área de urgência, setor de consultas de ambulatório com especialidades médicas e de internamento, além dos serviços de imagiologia médica (TAC, RX e Ecografia) e de análises clínicas.

O Hospital Compaixão representou um investimento de cerca de 10 milhões de euros, suportados praticamente por aquela instituição sem fins lucrativos, que contou apenas com um apoio de 750 mil euros do município de Miranda do Corvo (ainda não totalmente liquidado), prevendo-se que crie uma centena de postos de trabalho.

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