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Homem que recrutava para a rede de tráfico de Epstein esteve em Portugal

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 20-02-2026

Imagem: DR

Novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que Daniel Siad, um dos homens identificado como scout ou recrutador de modelos para a rede de tráfico sexual ligada ao falecido empresário Jeffrey Epstein, realizou uma viagem à cidade de Lisboa em 2012 com a intenção de procurar modelos russas e “provar o seu valor profissional”.

Segundo os emails, Siad pagou a própria viagem e planeou uma estadia de quatro dias na capital portuguesa, referindo no correio que pretendia mostrar aos contatos russos que era “o melhor” no seu trabalho de prospeção de talentos, pode ler-se no ZAP.

Estes ficheiros fazem parte de uma vasta coleção de documentos que ligam Siad — um cidadão sueco de origem argelina descrito em processos judiciais como um agente responsável por fornecer perfis, fotografias e contatos de jovens mulheres e modelos a Epstein — às atividades globais da rede, incluindo deslocações frequentes por vários países europeus.

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Os documentos revelam ainda contatos entre modelos russas que passaram por Lisboa e trocas de mensagens entre essas mulheres e Epstein, embora não esclareçam totalmente o papel da Rússia no esquema.

Siad surge mencionado em mais de mil comunicações nos ficheiros divulgados, e está também envolvido em procedimentos judiciais separados — incluindo uma queixa apresentada por uma modelo sueca em França por alegados crimes de violação, acusações que ele nega.

Estes documentos fazem parte de uma divulgação contínua de materiais do caso Epstein, que têm vindo a revelar detalhes sobre a organização que funcionou internacionalmente para recrutar jovens sob a promessa de carreiras de modelagem ou oportunidades de trabalho.

Investigações independentes e análises dos ficheiros mostraram que outros modelos na Europa foram abordados pelo mesmo recrutador, e que a rede de Epstein operou em vários países através de intermediários como Siad.

O impacto dos ficheiros não se limita apenas à identificação de recrutadores: autoridades em vários países utilizam agora estas informações para aprofundar investigações sobre abuso, tráfico humano e potenciais ligações internacionais.