Portugal

Homem com 20 gatos recusa-se a sair de casa

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 06-02-2026

Um morador de Reguengo do Alviela recusa-se a sair de casa apesar dos apelos das autoridades que levam a cabo a operação de retirada de todos os habitantes da localidade entre o Alviela e o Tejo.

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O homem habita, com 20 gatos, uma casa situada num ponto elevado de Reguengo do Alviela, no distrito de Santarém. Contactado pelo telefone comunicou que não vai abandonar a habitação mesmo depois do aumento significativo do nível das águas do Alviela, rio que desagua no Tejo.

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“Não quero saber, daqui não saio”, comunica o morador aos bombeiros e à equipa de assistentes sociais que o tentaram convencer a aceitar a retirada que está a ser operacionalizada pela Proteção Civil e pelos Bombeiros de Pernes.

“Efetivamente o senhor tem 20 gatos. Vamos tentar recolher os animais todos (…) e convencer o senhor a sair”, disse à Lusa o sub-comandante dos Bombeiros de Pernes, Pedro Carvalho.

Para auxiliar os bombeiros, uma equipa da GNR deslocou-se à aldeia isolada, numa embarcação da Proteção Civil, para tentar convencer o habitante a “mudar de ideias”.

O bote seguiu para a aldeia com várias jaulas de transporte de animais a bordo.

Até ao momento, as autoridades retiraram de Reguengo do Alviela um total de nove pessoas e cinco animais de companhia.

O último resgate ocorreu às 13:00 quando a lancha da Proteção Civil desembarcou um grupo de quatro pessoas e três animais de companhia.

A maior parte dos habitantes abandonou a localidade na quinta-feira, mas cerca de dez pessoas em casas com andares superiores quiseram ficar e ainda esperam ser retirados durante as próximas horas.

O agravamento do estado do tempo e as descargas das barragens agravaram as condições de segurança dos habitantes isolados pelas águas do rio.

A Proteção Civil e os Bombeiros de Pernes montaram uma base junto de uma estrada submersa a cerca de dois quilómetros da aldeia.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.