Três décadas depois do arranque do projeto, o Governo inaugurou esta sexta-feira, 29 de agosto, o primeiro troço do sistema de mobilidade do Mondego, em Coimbra.
São 5 quilómetros que começam agora a funcionar em fase experimental, mas que o ministro das Infraestruturas garante ser o “primeiro passo de uma mudança radical”.
Confrontado com críticas pela inauguração apenas parcial, Miguel Pinto Luz defendeu a opção: “Este troço está pronto, está certificado, está a andar, as populações vão usufruir dele já. O troço restante estará, nós acreditamos, até ao final do ano, em condições de estar devidamente certificado, em segurança, para operar.”
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O político destacou ainda a transformação urbana associada à obra: “Isto é uma mudança radical no desenho urbano (…) o convite que se faz a Coimbra é que se possa, à volta desta linha, deste BRT, desenhar e densificar cidade.”
A infraestrutura representa um investimento superior a 200 milhões de euros, cofinanciado por fundos comunitários. “Nós não temos mobilidade mais sustentável se não tivermos esse apoio. O Fundo Sustentável 2020 e o 2030 foram fundamentais para que esta obra se concretizasse”, frisou.
Questionado sobre atrasos e responsabilidades políticas partilhadas, o ministro rejeitou alimentar divisões entre partidos. “Portugal não precisa dessas divisões. Portugal precisa de linhas como esta a unir mais os portugueses. O que temos que celebrar hoje é o início da operação de um sistema de mobilidade moderno, do século XXI, que a cidade de Coimbra precisava.”
Admitindo que o percurso inaugurado é ainda reduzido face ao projeto total, o ministro reforçou o compromisso: “Estamos hoje a inaugurar uma parte, 15 minutos de uma hora de trajeto. Comprometi-me que até ao final deste ano estará completo. Este Governo não anda a vender ilusões, anda a vender concretizações.”
No final, classificou o momento como histórico: “Hoje é um dia de festa. É o início de algo que Coimbra lidera e que marcará a tendência da mobilidade sustentável em Portugal nas próximas décadas.”
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