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Há tradições (bem estranhas) de Páscoa em Cantanhede — e vai querer conhecê-las

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 29-03-2026

Se há altura perfeita para descobrir o lado mais autêntico da região de Coimbra, é na Páscoa — e Cantanhede não é exceção.

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Entre rituais centenários, cânticos que ecoam pelas aldeias e celebrações que misturam fé com um certo espírito irreverente, há muito para ver (e viver).

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Comecemos pela Pocariça, onde a tradição do “Amentar das Almas” continua bem viva. Durante a Quaresma, grupos locais percorrem as ruas entoando cânticos que recordam os que já partiram. É um momento solene, quase hipnótico, que transforma o silêncio da noite numa espécie de homenagem coletiva.

Já em Covões, o ritual ganha outro tom, mas mantém a essência. Aqui, um grupo percorre as casas a cantar às “Almas Santas”, recebendo pequenas esmolas que revertem para missas pelas almas do Purgatório. Pelo meio, ouvem-se quadras populares que atravessaram gerações — simples, mas carregadas de significado.

Mas nem tudo é recolhimento. Em Cadima, a tradição do “Sarrar da Velha” mostra que a Páscoa também pode ser ruidosa (e divertida). A meio da Quaresma, grupos percorrem a freguesia a fazer uma enorme algazarra à porta das casas de pessoas mais velhas. Entre serrotes de madeira, búzios e muita gargalhada, revive-se um costume antigo que mistura sátira, comunidade e um toque de caos bem-humorado.

A festa continua em Fornos, onde o sábado de Aleluia é marcado pela já emblemática Queima do Judas. Quando a noite cai, um boneco de palha é queimado num ritual que tanto simboliza a traição bíblica como a purificação e o renascimento. Pelo meio, não faltam críticas bem-humoradas a figuras ou acontecimentos locais — uma espécie de “ajuste de contas” coletivo com o ano que passou.

E claro, há tradições que nunca falham. A visita pascal percorre as casas da região, levando a bênção e reforçando laços entre vizinhos e famílias. Já os padrinhos mantêm o gesto simbólico de oferecer o folar aos afilhados — muitas vezes o típico Bolo de Ançã — numa tradição doce que atravessa gerações, lê-se no site da Turismo Centro de Portugal.

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