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Há revolta na Lousã e em Miranda do Corvo por causa da abertura do troço urbano do Metrobus

As Câmaras da Lousã e de Miranda do Corvo manifestaram hoje discordância com o arranque da operação preliminar do autocarro elétrico articulado na cidade de Coimbra, de forma gratuita, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).
Numa tomada de posição individual, mas idêntica, estes dois municípios do distrito de Coimbra abrangidos por aquele sistema de transporte referiram que “a prioridade do Governo (acionista maioritário da Metro Mondego) deveria ser a concretização do projeto – no seu todo e com a máxima urgência – de acordo com o calendário assumido”.
De acordo com o calendário anteriormente estabelecido, a ligação entre Serpins (Lousã) e a Portagem (Coimbra), correspondente ao antigo ramal da Lousã, deveria entrar em funcionamento até ao final do ano e o restante ramal urbano na cidade de Coimbra no final de 2026.
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O autocarro elétrico articulado, que circula em via dedicada, arrancou hoje a sua operação preliminar entre a Portagem, na Baixa, e Vale das Flores, de forma gratuita, até ser possível assegurar a viagem até Serpins, que se espera que possa arrancar antes do fim do ano.
“Quando tivemos conhecimento da possibilidade de iniciar o serviço em parte do troço Urbano da Cidade de Coimbra manifestámos discordância”, salientaram os municípios de Lousã e Miranda do Corvo, defendendo que o “serviço público de transporte tem de entrar em funcionamento, com a máxima brevidade e cumprindo o plano definido”.
O SMM, operado pela empresa Metro Mondego, consiste na implementação de um autocarro elétrico, em via dedicada, a operar entre Serpins (Lousã), Miranda do Corvo e Coimbra, numa extensão de 42 quilómetros.
Começou a funcionar a partir de hoje, numa primeira fase limitada a um percurso de cinco quilómetros na cidade de Coimbra, de forma gratuita, entre a Portagem e o Vale das Flores, num percurso de cerca de cinco quilómetros, que abrange 10 estações da cidade.
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