Saúde

Há ligação entre paracetamol e autismo?

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 7 minutos atrás em 19-01-2026

Um estudo internacional publicado hoje no The Lancet vem tranquilizar gestantes que têm dúvidas sobre o uso de paracetamol durante a gravidez. A pesquisa conclui que o medicamento, também conhecido como acetaminofeno ou por marcas como Panadol e Tylenol, não aumenta o risco de autismo, TDAH ou deficiência intelectual nos bebés.

A investigação reuniu dados de 43 estudos anteriores, incluindo comparações entre irmãos, uma metodologia que permite controlar fatores genéticos e ambientais, garantindo resultados mais precisos. Nos estudos de maior qualidade, os autores não encontraram qualquer aumento significativo no risco de autismo, TDAH ou deficiência intelectual em crianças cujas mães tomaram paracetamol durante a gestação, pode ler-se na Science Alert.

O estudo reforça conclusões de pesquisas anteriores, incluindo um estudo de 2024 na Suécia com quase 2,5 milhões de crianças, que demonstrou que aparentes riscos associados ao paracetamol desaparecem quando são usados métodos estatísticos rigorosos para controlar fatores de confusão.

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O paracetamol é muitas vezes a única opção recomendada para tratar dor e febre durante a gravidez. A Administração de Produtos Terapêuticos da Austrália (TGA) mantém o paracetamol como medicamento de “Categoria A” para gestantes, ou seja, seguro quando usado conforme as instruções.

Deixar a febre ou a dor sem tratamento durante a gravidez pode ser prejudicial para a mãe e para o feto, estando associada a aborto espontâneo, parto prematuro e outras complicações. Por isso, evitar o paracetamol por “precaução” pode ser mais arriscado do que o seu uso correto.

O estudo confirma que o paracetamol continua a ser a opção de primeira linha para gestantes e deve ser usado sempre que necessário, respeitando as doses recomendadas. Gestantes com dúvidas devem consultar o seu médico ou farmacêutico.

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