Coimbra

 Há alerta para areia acumulada em campos após colapso do dique no Rio Mondego

Notícias de Coimbra | 28 minutos atrás em 01-04-2026

A presidente da Câmara de Coimbra alertou hoje para os custos da remoção da areia em campos agrícolas afetados pelo colapso do dique do Rio Mondego, uma operação delegada pelo ministério da Agricultura aos proprietários.

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“Estamos preocupados, [já que os agricultores] não vão poder iniciar esta colheita, porque continuam com os campos cheios de areia [em decorrência do colapso do dique na margem direita do Rio Mondego, nos Casais, em Coimbra]. No passado, quem retirou a areia foi o Ministério da Agricultura. Este ano, o Ministério da Agricultura transmitiu que devem ser os agricultores a suportar este custo”, afirmou Ana Abrunhosa.

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A responsável falava hoje de manhã, numa visita às obras no dique e no canal condutor geral no Mondego, em Coimbra, que contou com a presença da ministra do Ambiente e Energia, do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dos líderes camarários de Montemor-o-Velho e Soure, de vereadores de Pombal e da Figueira da Foz, e do presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra.

Na ocasião, os cinco municípios celebraram com a APA e a Agência para o Clima (ApC) contratos-programa para financiamento das intervenções de emergência na reabilitação de infraestruturas e património ambiental, no âmbito do qual as autarquias vão receber um montante total de 15 milhões de euros do Fundo Ambiental.

Segundo Ana Abrunhosa, a preocupação surge porque “há limites nas candidaturas que fazem, que é de 400 mil euros”, e, “se vão incluir também o custo da remoção da areia, que resultou da rotura do dique, é uma preocupação para os agricultores”.

“Não estamos a falar de muitos agricultores, mas estamos a falar de jovens agricultores, sobretudo. Um tem prejuízos de quatro milhões [de euros], outro tem prejuízos de dois milhões, e todos os outros os prejuízos rondam esta natureza”, adiantou.

De acordo com a responsável, os lesados “estão disponíveis para fazer parte da solução, não estão é disponíveis para serem prejudicados e os custos de remoção da areia ainda serem incluídos no limite que têm dos apoios”.

Ana Abrunhosa sinalizou que a autarquia entrou em contacto com os agricultores afetados e sublinhou que “eles próprios estão disponíveis a retirar a areia”, mas considerou importante “que lhes seja dada uma sinalização nisso”.

“Até porque, por exemplo no nosso caso, Coimbra está disponível para receber uma parte da areia na praia do Rebolim e de Torres do Mondego”, vincou, classificando como fundamental uma articulação com a tutela.

“É muito importante que rapidamente o Ministério da Agricultura articule com os agricultores, lhes permita retirar a areia – porque aquela areia pode ter um valor crucial – e de modo que eles possam o mais rapidamente possível iniciar os seus trabalhos”.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, comprometeu-se a levar a questão ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.

O presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, Pedro Pimenta, reiterou que “o Ministério da Agricultura está a tentar que sejam os agricultores a candidatar-se na medida do Restabelecimento Potencial”, o que condiciona a que, “se os agricultores tiverem menos de 30% de prejuízo na sua exploração”, não sejam elegíveis.

“A solução que está a ser discutida é tentar que seja a Associação de Regantes como um todo a fazer a limpeza destes cerca de 50 hectares”, disse.

Ao ser interrogado por Ana Abrunhosa sobre porque não ser a tutela a efetuar o serviço, à semelhança do que já foi feito no passado, Pedro Pimenta avançou que era esta a pergunta que ele próprio fazia, solicitando à Maria da Graça Carvalho que discutisse o tema com o ministério da Agricultura, tendo a governante reiterado que o fará.

Veja o Direto NDC com a pergunta feita relativamente à retirada de areia dos campos do Baixo Mondego

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