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Coimbra

Há 140 anos Coimbra fez um empréstimo de três contos para melhorar os esgotos. Toda a história está contada num novo livro (com vídeos)

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Da pré-história à história do saneamento em Coimbra, do crescimento urbano à ligação ao poder autárquico, do tratamento de águas residuais à educação patrimonial e ambiental tudo está contado na nova obra da autoria do historiador e investigador José Amado Mendes, apresentada esta sexta-feira pela Empresa Municipal Águas de Coimbra.

O livro “Saneamento e Águas Residuais em Coimbra – Higiene, Saúde e Bem-estar, 1889 – 2019” foi dado a conhecer numa sessão, no Foyer do Convento de São Francisco, que contou com as intervenções de Alfeu de Sá Marques, presidente da Águas de Coimbra, José Vieira, docente e investigador de hidráulica e engenharia do ambiente na Universidade do Minho, António Rafael Amaro, professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (UC) e investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da UC, e do autor da obra.

“Hoje é um dia feliz e de grande significado. Coimbra passa a ser uma lição ao ter quatro livros sobre a água e o saneamento”, afirmou Amado Mendes, destacando os “excelentes arquivos” que teve à disposição durante a investigação. 

Para o historiador, “para termos água e esgotos tratados em Coimbra, há equipas numerosas e diversificadas cujo trabalho não tem sido devidamente valorizado”.

O livro, com 170 páginas e mais de meia centena de imagens e documentação inédita, assume-se como uma obra “marcante e incontornável para todos os que quiserem estudar os sistemas de saneamento a nível nacional ou internacional”, frisou António Rafael Amaro, dando conta da “inexistência de estudos sobre esta temática”. Para o docente da Faculdade de Economia este é “um excelente contributo para a história da cidade de Coimbra”, assumindo “uma importância crucial e sendo de leitura obrigatória”.

Também José Vieira vê nesta edição um “contributo para a história da engenharia sanitária no nosso país”, lembrando que “os edis da Lusa Atenas sempre se inquietaram com a salubridade”. Talvez por isso tenham sentido a necessidade de, em 1883, realizar um empréstimo de três contos para “melhoramentos nos esgotos da cidade”. Mas já antes, em 1866, um munícipe se propôs, “com uma quantia razoável, para a construção de um cano de esgoto na Rua dos Coutinhos” e em 1850 se deliberou “que se demolissem os receptáculos de imundícies que não tiverem despejos para aquedutos e que, demolidos estes, se venda o boi que puxa o carro de limpeza”. 

A obra está repleta de curiosidades, ilustrações e faz-nos conhecer “o passado para compreender o presente e preparar o futuro” como disse ao Notícias de Coimbra José Amado Mendes. 

“Encerramos hoje um ciclo de publicações de índole mais histórica, leitura acessível e útil”, rematou Alfeu de Sá Marques. O livro sucede aos dois volumes já produzidos por Amado Mendes, a convite da Águas de Coimbra – “História do Abastecimento de Água a Coimbra” – e “retrata as condições socioeconómicas e as soluções que foram sendo dadas às questões de higiene e salubridade, no concelho de Coimbra, ao longo de 130 anos”. 

Veja a entrevista em direto com Amado Mendes: 

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