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Coimbra

Guerrilha da Agulha espalha por Coimbra frases em ponto de cruz sobre o 25 de Abril

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A Guerrilha da Agulha, do Clube de Crochet e Tricot de Coimbra, está a criar 14 painéis com frases relacionadas com o 25 de Abril, que depois estarão expostas em espaços públicos da cidade nas vésperas das comemorações dos 40 anos da revolução.

A iniciativa pretende “provocar e fazer pensar”, tendo sido escolhidas expressões “perfeitamente atuais, que é como se a História fosse cíclica”, explicou Filipa Alves, uma das dinamizadoras.

Poderá ler-se “A luta continua”, “Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar”, de uma canção de intervenção escrita por Sophia de Mello Breyner, entre outras expressões, que “estranhamente fazem sentido hoje”, como “Isto é só fumaça” ou “Calma, que o povo é sereno!”, por Pinheiro de Azevedo.

Apesar de ainda não haver certezas quanto ao espaço onde estarão expostas as frases em ponto de cruz, Filipa Alves aponta para várias possibilidades, como a exposição em ‘mupis’ da Câmara de Coimbra, em espaços públicos ou na fachada de um dos edifícios da Praça da República.

A iniciativa começou a ser desenvolvida no sábado, na Casa da Esquina, uma das entidades responsáveis, e é a quarta intervenção da Guerrilha da Agulha, que foi criada em 2011, com uma teia de aranha no Jardim Botânico, de forma a “alertar para a pouca frequência dos espaços públicos”.

A iniciativa reúne mais de uma dezena de pessoas, havendo “desde miúdas novas que nunca aprenderam tricot e que querem aprender, até senhoras de 60 anos que já sabem e que estão a retomar o processo”, afirmou à Lusa Filipa Alves.

Será também criado um blogue para a iniciativa, onde as frases estarão contextualizadas e explicadas para que se consiga fazer “um paralelo entre algo que pode ser encarado como uma brincadeira e a provocação”.

A guerrilha segue os passos de um movimento internacional intitulado “yarnbombing”, que, de acordo com a responsável, pega no conceito da grafite, “mas com tricot e crochet em vez de tinta”, numa forma de se “embelezar as cidades que normalmente estão cobertas de betão”.

O projeto é também “uma forma de protesto” que procura “ocupar o espaço público e intervir no mesmo”, disse.

 

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