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Grupos de Ação Local querem colaborar na reconstrução dos territórios

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Os grupos de ação local (GAL) mostraram-se hoje disponíveis para colaborar ativamente no processo de reconstrução dos territórios da região Centro atingidos pelos incêndios da última semana que provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos.

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A direção da Federação Minha Terra diz que esteve no sábado em contacto com os GAL dos territórios atingidos pelos incêndios que começaram em Pedrógão Grande e Góis, no dia 17 de junho, nomeadamente Pinhais do Zêzere, ADIBER, Pinhal Maior, Terras de Sicó e Dueceira.

A nota sintetiza que, “enquanto estruturas de base local de proximidade e possuidoras de um profundo conhecimento da realidade económica e social destas regiões, com as quais há muito interagem permanentemente, os GAL demonstram a sua total disponibilidade para colaborar ativamente no processo de reconstrução destes territórios, tendo já iniciado o trabalho de terreno na identificação dos prejuízos causados e de disponibilização de apoio imediato aos pequenos agricultores, empresários e populações afetadas”.

Os incêndios que deflagraram na região Centro, no dia 17, só foram dados como extintos no sábado.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios – iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e em Góis, no distrito de Coimbra – corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

O incêndio de Góis atingiu ainda Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais.

“Perante um cenário que a todos impressionou face à sua extraordinária dimensão, a Federação Minha Terra considera que será fundamental criar mecanismos de exceção para estas regiões, os quais requerem uma flexibilização das regras e normas associadas às medidas do PDR2020 [programa de desenvolvimento rural] e do SI2E [Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo e ao Emprego] que têm a responsabilidade de gerir no quadro do DLBC [desenvolvimento local de base comunitária] e das respetivas Estratégias Locais de Desenvolvimento, nomeadamente no que concerne às condições de acesso dos beneficiários e elegibilidade das operações.

Os GAL dizem também que “há condições para que possam dar o seu contributo na aplicação das ajudas disponibilizadas pelos programas de restabelecimento do potencial produtivo destruído ou pelo fundo de apoio às áreas afetadas, em estreita articulação e complementaridade com as suas estratégias territoriais e com os recursos que lhe estão alocados, evitando a indesejável sobreposição de respostas”.

Na assembleia geral de sexta-feira, a Federação Minha Terra irá “analisar a adoção de medidas concretas a aplicar no futuro, as quais visam contribuir para minimizar os impactos gerados por este flagelo” que anualmente assola o país.

“A Federação Minha Terra apresenta as suas condolências aos familiares das vítimas destes violentos incêndios e a sua solidariedade a toda a população que foi atingida por estes tristes acontecimentos”, refere a nota.

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