Coimbra

Grupo de arquitetos propõe alternativas ao plano para a estação de Coimbra

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 meses atrás em 28-02-2024

Imagem: Redes Sociais

Um grupo de três arquitetos apresentou hoje alternativas aos pressupostos do plano de pormenor para a estação intermodal de Coimbra, propondo uma solução que abdica de uma nova ponte rodoviária sobre o Mondego.

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Num evento público realizado no Salão Brazil, em Coimbra, o grupo apresentou uma proposta intitulada “Parque Multimodal do Choupal”, que procura responder àquilo que são os pressupostos e intenções já anunciadas para o plano de pormenor da estação intermodal de Coimbra, desenhado pelo arquiteto catalão Joan Busquets no âmbito do projeto da linha de alta velocidade e que será apresentado e discutido a 15 de março.

Adelino Gonçalves, Luís Paulo Sousa e Paulo Antunes defendem, na sua proposta, a criação de um parque urbano de 48 hectares que deverá estar articulado com a Mata Nacional do Choupal, a futura estação intermodal, o pavilhão multiusos previsto no Plano Diretor Municipal para aquela zona e o Vale de Coselhas.

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Tal como o município, os arquitetos defendem o fim do viaduto do IC2 ao longo da rua do Padrão (via que liga o centro da cidade à estação ferroviária), mas entendem que o seu fim não exige a criação de uma nova ponte rodoviária sobre o Mondego, tal como defendido pela autarquia, apresentando como solução alternativa o desvio do trânsito para a rotunda da Fucoli e criação de um túnel que permita retomar o IC2 a norte.

O grupo defende também o fim do tráfego rodoviário no tabuleiro inferior da ponte-açude e propõe um novo desenho na forma como o Sistema de Mobilidade do Mondego chega à futura estação, para permitir, no futuro, uma expansão daquela rede de ‘metrobus’ a norte do concelho.

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Ao contrário de Busquets, que defende um desenvolvimento urbano, com três torres que podem ter múltiplos usos, a poente, os arquitetos propõem uma intensificação do desenvolvimento urbano a nascente, junto à rua do Padrão.

Para esta proposta e por forma a reduzir o tráfego rodoviário que acaba por atravessar a cidade, os arquitetos defendem a conclusão do Plano Nacional Rodoviário em Coimbra, nomeadamente o prolongamento da A13 a norte, ligando-a ao IP3, permitindo criar uma circular regional externa, que consideram que deveria estar isenta de portagens.

Para Luís Paulo Sousa, a proposta de Joan Busquets permite uma travessia de tráfego sobre a malha urbana a ser edificada, considerando que aquilo que o grupo defende permite um maior foco na mobilidade suave em toda a zona que será intervencionada.

Para além da conclusão do Plano Nacional Rodoviário, os três arquitetos propõem também que se avance com o já previsto anel da Pedrulha.

Luís Paulo Sousa considera ainda que a atual proposta permitiria também aproveitar uma “área de grande conforto pedonal” de cerca de 400 hectares no centro de Coimbra.

Presente na sessão, o fundador da tecnológica Critical Software, Gonçalo Quadros, realçou a importância de Coimbra aproveitar a atual oportunidade da alta velocidade para que possa “fazer emergir uma nova cidade”.

Já o arquiteto Nuno Grande, também presente na sessão, considerou que a proposta hoje apresentada está demasiado focada nas propostas rodoviárias para a zona, considerando que é dada pouca atenção à própria estação, algo que considera também acontecer na proposta de Busquets, ficando diluída no meio das torres que são projetadas para aquela área.

“A estação deve ser o objeto que qualifica aquela zona”, apontou.

Questionado sobre uma maior integração do Monte Formoso na cidade, Luís Paulo Sousa esclareceu que propõem uma ligação mecanizada entre a conta daquela zona e a futura estação intermodal.

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