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Política

Governo quer valorizar trabalho “mais bem remunerado” e com mais competências

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O secretário de Estado Adjunto e da Economia considerou hoje que valorizar emprego “mais bem remunerado” e com mais competências, “pode não ser o caminho mais fácil”, mas é “sem dúvida” o que traz mais resultados para o futuro.

“Valorizar emprego mais bem remunerado e com mais competências pode não ser o caminho mais fácil, mas é sem dúvida aquele que mais resultados pode trazer para o nosso futuro”, declarou João Neves, no debate requerido pelo PSD sob o tema “Competitividade: um desafio urgente para Portugal”, no parlamento.

João Neves apontou que “desde 2015 a estratégia competitiva de Portugal tem estado assente em políticas públicas claras: apostar no investimento privado, apostar nas competências e na inovação e apostar na indústria moderna e serviços de valor acrescentado”.

A estratégia seguida pelo Governo, continuou, “tem combinado o papel dos empresários e dos trabalhadores” para a valorização da mão-de-obra, “com a criação de mais e melhor emprego, mais distribuição e com o aumento do salario mínimo”.

“Ao contrário daqueles que sempre viram o custo do trabalho como um problema, acreditamos que a resposta está na criação de valor, através de mais investigação e desenvolvimento, mais investimento dos meios de produção, mais organização industrial e mais competências, que são os fatores determinantes da produtividade”, argumentou.

Para o Governo, “o caminho para uma competitividade assente em fatores distintivos, para mais e melhor desenvolvimento económico, não se faz olhando apenas para o lado dos custos mas sobretudo para as capacidades de gerar valor económico”.

Apontando que “as remunerações médias aumentaram, assim como o salario mínimo”, João Neves ressalvou que o executivo quer “um modelo económico assente em melhores condições de trabalho, não apenas em remunerações”, salientando que “do trabalho criado entre 2015 e 2019, 91% corresponderam a vínculos efetivos”.

O governante referiu que 2020 foi um ano “duro e difícil”, devido aos impactos da pandemia da covid-19, reconheceu “a enorme capacidade de resistência dos empresários” e lamentou “os empregos que não foi possível preservar”, mas deixou aos deputados alguns dados “esperançosos”.

“Os dados mais recentes, relativos a abril deste ano são esperançosos: as exportações de bens apresentam um crescimento de 83%, superando inclusivamente as exportações de abril de 2019 em cerca de 7%. Os índices de volumes de negócios na indústria e nos serviços, disponibilizados pelo INE cresceram em torno de 50%. Os dados do IFP indicam que o desemprego recuou em abril. E o indicador diário da atividade económica do Banco de Portugal está agora acima do período homólogo de 2019”, enumerou.

Estes sinais, apontou, são “espelhados pelo boletim económico publicado ontem pelo Banco de Portugal, que reviu em alta as projeções de crescimento para a economia portuguesa , e reviu em baixa o desemprego, superando inclusivamente as previsões apresentadas pelo Governo no recente Programa de Estabilidade”.

“Compreendemos quem aposte na competitividade pelos custos, com o controlo dos salários e procurando ganhar competitividade por via fiscal, porem o recente acordo alcançado pelos ministros das Finanças do G7, estabelecendo um IRC mínimo para as grandes empresas multinacionais tecnológicas, é ilustrativo de que a estratégia para a competitividade não deverá estar assente na competição fiscal entre países para com impostos mais baixos atraírem novas empresas”, defendeu.

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