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Governo italiano disponibiliza 2 milhões de euros para emergência na ilha de Ischia

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O Governo italiano declarou hoje o estado de emergência em Ischia, afetada em parte por um deslizamento de terras, que já provocou um morto, e anunciou um investimento de dois milhões euros em auxílio e prevenção.

Esta disponibilidade financeira, aprovada em Conselho de Ministros e anunciada pelo ministro da Proteção Civil, Nello Musumeci, será acompanhada pela constituição de um grupo técnico para realizar um estudo global das inúmeras áreas em risco hidrogeológico por todo o país.

Este será o primeiro investimento para ajudar a população da localidade de Casamicciola Terme, uma das seis cidades desta ilha vulcânica voltada para o Golfo de Nápoles e que foi devastada por um deslizamento de terra de uma parte do monte de Epomeo devido às chuvas fortes.

O balanço provisório é de uma morte – uma mulher de 31 anos – entre dez e 12 desaparecidos na lama, enquanto 14 pessoas sofreram ferimentos de diferentes graus, alguns graves.

Para desenvolver as primeiras intervenções, o Governo de Giorgia Meloni escolheu a atual vereadora de Casamicciola, Simonetta Calcaterra, como comissária extraordinária para dirigir os trabalhos durante o estado de emergência, durante um ano.

Por outro lado, o Conselho de Ministros prometeu aprovar ainda este ano o “Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas”, um documento que expõe as áreas de risco hidrogeológico e sísmico apresentado em 2018 e que nunca foi aprovado, apesar de ser considerado uma peça-chave para a prevenção.

“Não podemos fazer prevenção se não tivermos previsões”, sustentou o ministro Musumeci, ao considerar “incrível” que o documento ainda não tenha sido aprovado, apesar dos frequentes sismos e deslizamentos de terra que ocorrem no país.

“É claro que o nosso território padece de falta de planeamento e os relatórios ainda estão nas gavetas e não dão margem à fase de intervenção”, lamentou.

Por isso, Meloni ordenou a criação de um grupo de trabalho interministerial, para angariar os recursos financeiros existentes para fazer face à “emergência hidrogeológica nacional” no apoio aos municípios, “começando pelos mais pequenos”.

Meloni, a primeira mulher a governar o país e há um mês no poder, manifestou a vontade de visitar Casamicciola, mas será mais tarde porque ir agora, enquanto continuam as buscas pelos desaparecidos, “seria apenas uma passarela”, disse Musumeci.

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