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Governo espanhol decreta 3 dias de luto nacional

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 19-01-2026

Imagem: X/ eries_Mil

O Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de terça a quinta-feira, por causa do acidente ferroviário de domingo, no sul do país, em que morreram pelo menos 39 pessoas, disse hoje o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

O líder do governo, que falava na localidade onde ocorreu o acidente (Adamuz, em Córdova, na Andaluzia), prometeu também tornar públicas, “com transparência e claridade”, as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como “uma tragédia” que deixa “dor em toda a Espanha”.

O acidente envolveu dois comboios de alta velocidade e fez também mais de 100 feridos, 48 dos quais permanecem hospitalizados, avançou o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, em declarações em Adamuz, ao lado de Sánchez.

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“Vamos dar com a verdade”, prometeu Pedro Sánchez, que admitiu que o país está a perguntar neste momento “como foi possível acontecer esta tragédia”.

“Vamos conhecer a resposta e com absoluta transparência e com claridade daremos a conhecê-la à opinião pública”, acrescentou.

O primeiro-ministro apelou ainda a que a população se informe através dos canais oficiais dos serviços de proteção civil ou dos meios de comunicação de referência, alertando para a circulação de infirmações falsas.

Sánchez prometeu ainda proteção e assistência às vítimas e familiares “durante o tempo que for necessário”.

O acidente ocorreu por volta das 19:45 de domingo, no município de Adamuz e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, desde Madrid para Huelva, perto da fronteira com Portugal, com o Algarve).

Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via, onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma “subestação” de manutenção da linha e onde há um ponto de mudança de agulhas.

O comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18:40 de domingo com destino a Puerta de Atocha (Madrid) com perto de 70 pessoas a bordo, descarrilou e três vagões invadiram a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou.

Os vagões do comboio da Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

O acidente ocorreu num reta, numa via alvo de obras de renovação total que terminaram em maio passado e envolvendo um comboio, o da Iryo, o primeiro que descarrilou, “praticamente novo”, disse no domingo à noite o ministro dos Transportes de Espanha, Óscar Puente, que considerou o acidente tremendamente estranho”.

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