Política

Governo “corta” Sport TV em São Bento

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 41 minutos atrás em 17-02-2026

Imagem: depositphotos.com

O Governo português anunciou uma redução drástica no número de pontos de acesso à Sport TV na residência oficial do Primeiro‑Ministro, em São Bento, na sequência da polémica em torno de um contrato de aproximadamente 20 000 € para garantir o acesso a canais desportivos pagos no Palacete e na Assembleia da República.

A Secretaria‑Geral do Governo (SGG) celebrou em dezembro de 2025 um acordo de ajuste direto com a operadora NOS para subscrever os serviços premium da Sport TV, cujo custo total pode chegar a cerca de 19 899,52 € até agosto de 2028. Nesse contrato estavam incluídas oito ligações — sete no Palacete de São Bento e uma na Assembleia da República — que permitiam ver as principais competições de futebol nacionais e europeias, pode ler-se no Notícias ao Minuto.

A polémica tornou‑se pública esta semana, depois de vários órgãos de comunicação terem divulgado o valor e as condições do contrato. A notícia gerou críticas, nomeadamente sobre o uso de dinheiro dos contribuintes para financiar o acesso a canais de futebol em espaços oficiais de trabalho.

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Em reação, o primeiro‑ministro Luís Montenegro determinou que as oito ligações ao serviço fossem reduzidas para duas, numa tentativa de cortar custos e responder às críticas públicas. Com esta alteração, o custo mensal da subscrição desce de cerca de 585 € para 146 €, reduzindo o impacto orçamental nos cofres do Estado.

Num comunicado oficial, a SGG referiu que estes serviços estavam disponíveis «pelo menos desde 2017» nos gabinetes do Primeiro‑Ministro e do Ministro dos Assuntos Parlamentares, e que a recente negociação dos novos contratos permitiu uma poupança superior a 30 000 € em 36 meses face às condições anteriores.

A decisão de reduzir os pontos de acesso chega num contexto em que o gasto do Estado com serviços considerados supérfluos tem estado no centro do debate público, com críticos a defenderem que verbas públicas deveriam ser priorizadas para áreas consideradas mais essenciais.