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Economia

Governo admite risco de perda de poder de compra este ano por causa da inflação

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A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares admitiu hoje que há risco de perda de poder de compra este ano, mas salientou medidas para mitigar a subida de preços e não para “alimentar” uma espiral inflacionista.

“Dir-me-ão, em particular à nossa esquerda, que há risco de perda real de poder de compra neste ano. Há. Dizer o contrário seria ‘tapar o sol com uma peneira’”, frisou Ana Catarina Mendes no discurso que encerrou o debate na generalidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022.

A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares procurou deixar a garantia de que, no que depender do Governo, o fenómeno de aumento dos preços “será mitigado, e nunca será o Governo a promover uma espiral inflacionista”.

Neste ponto, a ex-líder parlamentar socialista defendeu o caminho de resposta às aos fatores que estão na origem da subida dos preços.

“A nossa opção, neste Orçamento, é criar apoios e incentivos dirigidos. São respostas aos problemas imediatos sem perder de vista a competitividade da nossa economia”, disse.

Ana Catarina Mendes sustentou que “os portugueses sabem que este é um orçamento responsável de manutenção da trajetória de consolidação orçamental e sabem que este não é um orçamento de austeridade”.

“E mais, sabemos qual é o nosso compromisso com os portugueses: Não prometer futuros ilusórios, nem deixar eternizar problemas desnecessários”, assinalou.

Em linhas gerais, de acordo com a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, o Orçamento do Estado “não ignora a inflação, combate-a, reduzindo impostos sobre bens essenciais”.

“Combate a inflação protegendo as famílias e as empresas. No conjunto, entre reduções de impostos e apoios às famílias e às empresas, o Orçamento do Estado tem mais 1300 milhões de euros para enfrentar a inflação. A inflação é um adversário do Orçamento, e não um seu resultado”, acentuou.

Ana Catarina Mendes uma nota mais sobre a sua perspetiva em matéria de evolução económico-financeira do país.

“Ainda não sabemos muito sobre como o mundo vai adaptar-se às pressões inflacionistas, mas damos desde já uma garantia aos cidadãos de que estaremos atentos. Se o vento mudar, saberemos adaptar-nos”, acrescentou.

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