O candidato presidencial Gouveia e Melo, que ficou em quarto lugar nas eleições, teve hoje os seus piores resultados nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, e obteve as percentagens mais elevadas em Coimbra e Setúbal.
Tirando os casos da Madeira e dos Açores, onde o ex-chefe do Estado-Maior da Armada teve 8,1% e 10,37% dos votos, respetivamente, os resultados alcançados pela sua candidatura não registaram oscilações relevantes em território continental, situando-se entre os 13,69% e 13,41% de Coimbra e os 10,75% de Braga.
Nestas eleições, Henrique Gouveia e Melo ficou em terceiro lugar nos distritos de Castelo Branco e Beja, apenas atrás de André Ventura e de António José Seguro.
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Ficou em quarto lugar nos distritos de Vila Real (11,78%), Bragança (11,5%), Guarda (11,66%), Santarém (13,33%), Évora (13,01%), Faro (12,5%), Coimbra, Leiria (12,84%, Lisboa (12,97%) e Setúbal (13,69%).
As piores posições do ex-chefe do Estado-Maior da Armada, ou seja, no quinto lugar, registaram-se nos distritos de Viana do Castelo (12,93%), Viseu (12,36%), Aveiro (13%) e Porto (12,14%).
No Porto, distrito em que ficou em quinto lugar, atrás do ex-presidente do PSD Marques Mendes, Gouveia e Melo teve neste distrito apoios de peso à sua candidatura, casos do ex-ministro socialista da Saúde Manuel Pizarro e, sobretudo, do ex-presidente do PSD Rui Rio.
Rui Rio foi o mandatário nacional da candidatura de Gouveia e Melo. Hoje, esteve sentado na primeira fila a ouvir o discurso final do almirante nesta noite eleitoral.
Na conferência de imprensa de hoje, Gouveia e Melo assumiu que os resultados eleitorais não corresponderam aos seus objetivos de passar à segunda volta das eleições presidenciais.
Durante a última semana de campanha, com a generalidade das sondagens a colocarem-no fora da segunda volta das eleições, o almirante e os membros da sua direção de campanha acreditaram que poderia existir um “voto escondido” que lhe proporcionasse uma “maioria silenciosa”.
Um “voto escondido”, segundo a direção de campanha de Gouveia e Melo, por parte de pessoas com fidelidade partidária e que não confessavam que iriam votar no almirante. Mas isso não aconteceu.
Hoje, na conferência de imprensa, Gouveia e Melo voltou a insurgir-se contra o efeito das sondagens no comportamento eleitoral dos cidadãos, deixando a pergunta se “são causa ou consequência” dos resultados eleitorais.
Manifestou-se mesmo a favor de uma mudança na lei que estabeleça um limite temporal para a divulgação das sondagens, não “contaminando” o período eleitoral.
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