Região

Góis no terreno a ajudar na recuperação de telhados

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 02-02-2026

O município de Góis, no interior do distrito de Coimbra, mantém equipas no terreno a ajudar a recuperar telhados e a acudir a situações de emergência, na sequência da passagem da depressão Kristin.

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O presidente da Câmara, Rui Sampaio, disse à agência Lusa que o concelho registou estragos nos telhados de 39 casas de primeira habitação e em 30 de segunda habitação e pequenos danos em sete equipamentos municipais.

“Registámos ainda estragos em duas empresas e num armazém em Alvares”, adiantou o autarca, que reportou também a queda de 23 postes de eletricidade e 25 deslizamentos de terras até ao dia de hoje.

A intervenção mais musculada ocorreu na estrada que liga Vila Nova do Ceira a Serpins, no concelho da Lousã, onde foi necessário colocar pedras de alguma dimensão para suster os movimentos de terras.

O município registou ainda danos nas praias fluviais ao longo do rio Ceira (afluente do Mondego), que atravessa o concelho, nomeadamente no passadiço que liga a praia fluvial da Peneda à do Pego Escuro.

Segundo o presidente da Câmara, as situações de pessoas sem eletricidade ou comunicações são, neste momento, residuais no concelho.

Rui Sampaio adiantou ainda que vão ser efetuadas avaliações e verificações em edifícios e equipamentos municipais, bem como nas pontes e pontões sobre os rios Ceira e Sótão.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.