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Góis aprova estudo de expansão do metrobus de Serpins até Arganil

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O município de Góis aprovou, por unanimidade, o estudo encomendado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra para a expansão do Sistema de Mobilidade do Mondego no interior do distrito de Coimbra até Arganil.

Apesar de o estudo realizado pelo consórcio OPT e Oval indicar custos elevados e fraca captação de passageiros para aquela zona, o presidente da autarquia salientou que, no passado, Góis e Arganil “foram claramente prejudicados porque não foram abrangidos pelo comboio, daí que hoje a recessão demográfica seja também fruto do que aconteceu naquela altura”.

“Aquando da expansão prevista do caminho de ferro entre Serpins (Lousã) e Arganil, na década de 1940, com as expropriações e as terraplanagens já feitas, a obra acabou por não ser concluída, prejudicando estes dois concelhos com consequências graves”, sublinhou Rui Sampaio.

O autarca disse entender que exista dificuldade “em trazer uma linha que parou em Serpins há muitos anos”, mas considerou que, atualmente, “há uma intenção declarada da CIM para que haja aqui alguma solidariedade intermunicipal”.

“Isso criou uma série de constrangimentos e estamos a falar de territórios como Góis, que não tem uma via estruturante em condições, pelo que terá de haver essa sensibilidade”, disse Rui Sampaio, salientando que “se fizeram autoestradas para todo o lado, muitas vezes também com grande dificuldade”.

“Claro que temos de manifestar o nosso interesse” em ter um sistema de metrobus.

“A nossa obrigação é aprovar [o estudo] no sentido de que um dia isto se possa acontecer, independentemente das dificuldades que são reportadas e das quais estamos completamente cientes, mas não podemos deixar de fazer aquilo que é nossa obrigação como autarcas em funções”, acrescentou.

Para o presidente da autarquia, “a interioridade tem um custo e os concelhos do interior não podem estar sempre a ser prejudicados e a ficar para trás”.

“De uma vez por todas, é tempo deste país olhar com outros olhos para estes territórios para que possam ser atrativos”, enfatizou Rui Sampaio, considerando que a expansão do projeto metrobus seria “estruturante e traria desenvolvimento, independentemente de quando acontecer”.

Uma análise focada apenas no investimento necessário para concretizar a linha e na procura prevista mostra que a ligação a Góis e Arganil (através de uma expansão via Lousã) “se destaca dos restantes por se associar a um investimento notoriamente superior e a valores de captação de novos passageiros mais reduzidos”.

Este seria um percurso longo, com pontos com declives “desafiantes” para a implementação do traçado de BRT e em que há grandes zonas com reduzida densidade populacional (três das seis estações serviriam menos de 300 pessoas num raio de mil metros do seu local).

O estudo estima que esta expansão para Góis e Arganil teria um investimento total de 108 milhões de euros (muito superior a expansões para Cantanhede ou Condeixa-a-Nova) e um investimento médio por novo passageiro por ano de entre 280 e 310 euros (quase dez vezes mais que as restantes expansões), tendo uma pontuação de 0,07 (entre 0 e 1) no critério económico.

Para além disso, a própria linha não teria qualquer potencial de expansão “viável”.

A ligação entre Coimbra-B e Arganil demoraria, via metrobus, 92 minutos, cerca do dobro do tempo gasto em viatura própria entre as duas cidades, sendo a grande mais-valia desta expansão uma ligação de cerca de 12 minutos entre as sedes de concelho de Arganil e Góis.

O Sistema de Mobilidade do Mondego “consiste na implementação de um ‘metrobus’, utilizando veículos elétricos a baterias que irão operar no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra”, ligando esta cidade a Serpins, no concelho da Lousã, com passagem em Miranda do Corvo, numa extensão de 42 quilómetros.

 

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