Manifesto apresentado no Pátio Interior do Departamento de Engenharia Informática da FCTUC.
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“A inteligência artificial não é para se ostracizar e excluir. É para integrar e reorganizar”. É, desta forma, que o presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG-AAC), José Carlos Machado, entende a forma como esta ferramenta digital deve ser usada pelos estudantes.
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Mas, depois de uma auscultação feita a duas centenas de alunos, o dirigente estudantil mostrou-se preocupado com os resultados. Nesse estudo, ficou-se a saber que “7 em cada 10 utilizava inteligência artificial diariamente e 80% destes utiliza ferramentas como esta para finalidades académicas”.
Desta forma, os dados revelam que é necessário estar alerta, pois “é um sinal de que os estudantes talvez estejam a utilizar em demasia este tipo de tecnologias e que naturalmente teremos que regulamentar a tecnologia, nunca ostracizando e garantindo que retiramos dela o melhor e que é de facto uma ferramenta viável e útil à nossa academia”.
Para tal, e para que se acabe com a ideia de que estamos perante uma geração de “cretinos digitais”, foi elaborado em conjunto com o Núcleo de Estudantes de Informática da AAC um Manifesto para a Regulamentação da Utilização da Inteligência Artificial no Ensino Superior.
Um documento que propõe medidas de curto prazo, como por exemplo “a criação de orientações institucionais claras, públicas e vinculativas sobre o uso de IA no Ensino Superior”, e medidas estruturais que apontam para a “criação de um grupo permanente de acompanhamento e regulamentação da IA na instituição, com participação efetiva do movimento estudantil”.
O documento será agora enviado para o Conselho Geral e Reitoria da Universidade de Coimbra e, logo depois, para o Ministério da Educação e serão ainda solicitadas audiências ao Grupos Parlamentares da Assembleia da República.
Veja o Direto NDC com José Carlos Machado
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