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Gémeos têm relação sexual com a mesma mulher, mas não sabem quem é o progenitor. “Mas quem será, o pai da criança…”
Imagem: depositphotos.com
Dois gémeos idênticos estão no centro de um caso jurídico inédito em Londres, Inglaterra, sobre a paternidade de uma criança, depois de ambos terem mantido relações com a mesma mulher num intervalo de quatro dias.
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A situação tornou-se complexa porque os testes de ADN não conseguem diferenciar entre os irmãos devido à semelhança genética extrema entre gémeos idênticos.
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Na certidão de nascimento, o primeiro irmão a ter relações sexuais com a mãe foi registado como pai. No entanto, a mãe e o outro gémeo avançaram com uma ação legal para também serem reconhecidos como pais do bebé, referido no tribunal apenas como P. O tribunal de família recusou alterar o registo inicial, levando os envolvidos a recorrer, mas mesmo assim não foi possível determinar a paternidade, segundo o Jornal de Notícias.
O acórdão recente esclareceu que, dado que a ciência não consegue identificar qual dos irmãos é o pai, o primeiro gémeo não terá responsabilidades parentais, e a criança continuará a viver com uma “paternidade binária”. O juiz explicou que, embora atualmente não seja possível determinar com certeza quem é o pai, no futuro a ciência poderá vir a esclarecer a situação quando a criança atingir a maturidade.
O tribunal confirmou que ambos os irmãos tiveram relações com a mãe da criança com um intervalo de quatro dias durante o mês da conceção, tornando igualmente provável que qualquer um deles seja o pai. Apesar de o primeiro gémeo estar registado na certidão, o juiz decidiu que ele não teria direito automático à paternidade legal e que quaisquer responsabilidades seriam cessadas, sem afirmar definitivamente que não fosse o pai.
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