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Futuro da série “Pôr do Sol” ainda por decidir

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O futuro da série televisiva “Pôr do Sol”, cuja segunda temporada termina na sexta-feira, não está ainda decidido, mas o mais provável é a equipa criativa “pensar numa coisa completamente diferente”, disse à Lusa o realizador Manuel Pureza.

“Não está decidido, porque isto não acabou. Só acaba na sexta-feira, e até ao lavar dos cestos é vindima. Mas, no nosso entender de equipa criativa (eu, a Andreia Esteves, o Rui Melo e o Henrique Dias), isto não se deve tornar um hábito. E, por outro lado, temos muitos outros projetos que gostávamos de ver feitos”, explicou.

O último episódio da segunda temporada da série – uma paródia ao formato e aos ingredientes habituais de uma telenovela, com um enredo de drama, crime, amor, traição, sobre a família Bourbon de Linhaça, proprietária da herdade do Pôr do Sol – é exibido na sexta-feira, às 21:00, na RTP 1 e, simultaneamente, em nove salas de cinema da NOS por todo o país (Aveiro, Braga, Coimbra, Lisboa, Loulé, Porto e Viseu).

“Adoramos fazer o ‘Pôr do Sol’, mas não nos queremos cingir a ser a equipa que fez o ‘Pôr do Sol’, vamos querer fazer mais coisas”, reforçou Manuel Pureza.

A primeira temporada, com 16 episódios, foi exibida entre 16 de agosto e 03 de setembro do ano passado e a segunda, com vinte episódios, começou a ser em 22 de agosto deste ano.

Para já, a ideia da equipa é “parar e fazer com que as pessoas fiquem com saudades, e manifestamente não fazer uma terceira temporada nos moldes em que as pessoas estão a pensar, que é ‘no verão há Pôr do Sol’”.

“Isso para nós é ‘matar o bicho’, que se quer original e sobretudo sempre um bocadinho disruptivo. Provavelmente vamos pensar numa coisa completamente diferente, a vir brevemente ou daqui a uns tempos”, contou Manuel Pureza.

Dentro da série há uma banda, Jesus Quisto, com dois EP disponíveis nas plataformas de ‘streaming’ e que até já esgotou das vezes o Teatro Maria Matos, em Lisboa, no dia 22 de agosto.

Algo que espantou a equipa, visto que “tirando o Cristóvão Campos [o Diogo na série], que é um músico excelente, nenhum dos outros toca nada e muito menos canta, cantam no banho e não está mau”. Apesar disso, “são todos os dias requisitados em concertos para todo o lado”.

Por trás das músicas, que Manuel Pureza acredita que “vão durar para lá da série”, está Rui Melo, “um compositor nato”, que, além de um dos criadores de “Pôr do Sol”, veste a pele de Simão.

O realizador adiantou que “no último episódio há uma informação fulcral no que toca ao futuro dos Jesus Quisto”, mas escusou-se a revelar detalhes.

Além das músicas, há outras coisas que durarão para lá da série: a linha de ‘merchandising’, “da inteira responsabilidade da Telma Tavares, uma fã”.

“Um dia interpelou-nos no Twitter, mostrou-nos a ideia e dissemos ‘lança à vontade’ essa marca. É algo faz parte da apropriação de um projeto deste género”, referiu Manuel Pureza, explicando que a produtora Coyote Vadio cobrou “uma coisa simbólica pelas ideias, mas a partir daí a exploração foi por parte da Telma e da sua Forevers & Evers, e tem funcionado muito bem”.

Para o realizador, “criar memórias nas pessoas é fundamental num projeto deste género, e pode ser num saco ou numa t-shirt”, com palavras como “Jesus Quisto”, “Odeio ser pobrezinha”, “Santas tardes, classe operária”, “Detesto mulheres mais altas do que eu” ou “Sunny beaches & mariske”.

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