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Crimes

Furtavam armazéns e camiões para vender em feiras e sucatas

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A operação levada a cabo na terça-feira pela PSP do Porto, da qual resultou a detenção de 14 homens, visou um “grupo organizado” que furtava produtos para venda em feiras e sucatas, descreveu hoje fonte do Comando Metropolitano.

“Até agora foram 14 os detidos, mas a investigação, que ainda está aberta, visa o dobro dos indivíduos. Trata-se de um grupo organizado, mas não se pode falar em crime organizado porque não há pessoas com funções especificas, todos colaboravam entre si”, referiu o comissário João Soeima, da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto.

A mesma fonte disse à Lusa que esta investigação decorre desde maio do ano passado e que visa “indivíduos ligados à comunidade romani residentes na Área Metropolitana do Porto”.

O grupo operava com “uma assinatura muito própria”, pois fazia um buraco na parede dos armazéns e fábricas que assaltava para “contornar” os equipamentos de segurança, normalmente câmaras instaladas nas portas ou janelas.

Além de armazéns industriais e fábricas, o grupo também assaltava camiões que transportavam material, quer estivessem estacionados na via pública quer em parqueamento próprio.

Segundo o comissário João Soeima, os materiais furtados tinham vários destinos, desde feiras e mercados de todo o país, a sucatas e venda direta a contactos do grupo.

Os detidos são suspeitos de 60 crimes de furto qualificado, “sendo de salientar que, em resultado das práticas ilícitas referenciadas, resultaram prejuízos superiores a 3,5 milhões de euros”, acrescenta um comunicado do Comando Metropolitano do Porto divulgado hoje.

“Esse valor reflete o preço de mercado. Em termos de matéria-prima, os prejuízos que o grupo causava às vítimas estão estimados em 1,5 milhões de euros”, precisou João Soeima.

Além dos 14 homens detidos, foram apreendidas 19 viaturas e armas, num total não especificado pela PSP.

Quanto ao material furtado, o comissário da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto especificou que em causa estão “cerca de 4,5 toneladas de material”, desde “milhares de peças de vestuário”, a produtos de origem ferrosa e metálica (aloquetes, cadeados, estruturas em alumínio, cobre, janelas, peças de serralharia), bem como eletrodomésticos (telemóveis, máquinas de lavar, aquecedores e televisões).

As viaturas apreendidas são “na sua maioria ligeiros de mercadorias” ou “um ou outro ligeiro de passageiros de topo de gama, o que evidencia o lucro que tinham com a atividade”.

Esta operação, que teve início às 05:00 de terça-feira e teve origem numa investigação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, contemplou a realização de 34 buscas domiciliárias e 49 buscas não domiciliárias no Porto, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Matosinhos, Maia, Paços de Ferreira, Santo Tirso e Amarante.

A operação juntou mais de 200 operacionais, dos quais mais de uma centena investigadores, tendo o comissário João Soeima sublinhado a “colaboração” de comandos vizinhos, nomeadamente Vila Real, Aveiro, Braga e Viseu, bem como feito um “agradecimento especial” ao comando da GNR do Porto.

Os detidos serão presentes hoje, às 14:00, ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para aplicação das adequadas medidas de coação.

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