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Fundação denuncia transformação de hotel em cuidados continuados em Montemor-o-Velho

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A fundação ADFP – Assistência, Desenvolvimento e Formação Profissional denunciou hoje a transformação de um hotel numa unidade de cuidados continuados, em Montemor-o-Velho, enquanto aguarda contratualização de 30 camas no Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo.

Num ofício enviado à Ministra da Saúde, a fundação, presidida por Jaime Ramos, afirma que, enquanto o Hospital Compaixão, detido pela entidade, está a aguardar a contratualização de 30 camas de cuidados continuados com o Estado, a tutela decidiu avançar com a transformação de um hotel numa unidade, em Meãs do Campo, Montemor-o-Velho, também no distrito de Coimbra.

O ofício, assinado por Jaime Ramos, salienta que a empresa que irá assegurar 50 camas (30 de média duração e 20 de longa duração) tem sede em Lisboa e opera no setor do alojamento, hotelaria e restauração.

“Esta contratualização, juntamente com as seis camas de cuidados continuados de convalescença e as 18 de média duração, contratualizadas em 2020 na cidade de Coimbra, depois de o hospital de Miranda do Corvo estar concluído, equipado e disponível, confirmam a absoluta necessidade de camas”, frisa o presidente da ADFP, que há muito reivindica apoio estatal para abrir o hospital.

No ofício, o presidente da fundação salienta que o Hospital Compaixão “está localizado no Pinhal Interior Norte, onde não existe nenhuma cama de convalescença”.

Questionada pela agência Lusa, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) salienta que na planificação da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados “não se encontra a funcionar qualquer unidade no eixo geográfico compreendido entre Coimbra e Figueira da Foz, sendo que nesta cidade do litoral não existe nenhuma unidade de cuidados continuados integrados”.

“A localização de uma nova unidade em Meãs do Campo irá, assim, colmatar a carência verificada no referido eixo tendo em conta o critério da resposta de proximidade dos utentes”, referiu.

A ARSC sublinha ainda que a fundação ADFP “tem em funcionamento 66 camas, distribuídas por 30 camas de média duração e reabilitação e 36 destinadas a longa duração e manutenção, tendo sido atribuídas recentemente mais 20 camas” para longa duração.

Neste momento, frisa, a oferta de cuidados continuados integrados em Miranda do Corvo e áreas limítrofes é “equilibrada, respondendo às necessidades das populações numa lógica assistencial em proximidade”.

A ARSC recorda também que Administração Central do Sistema de Saúde considerou “a região Centro como a zona do país com maior cobertura” deste tipo de cuidados.

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