Justiça

Funcionária acusa comandante de bombeiros de humilhação e perseguição no trabalho

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 51 minutos atrás em 16-03-2026

Uma funcionária dos Bombeiros Sapadores de Braga apresentou queixa na justiça contra o comandante da corporação e o seu adjunto, alegando ter sido alvo de humilhações e perseguição no ambiente profissional.

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O caso começou a ser julgado no Tribunal de Braga, segundo noticiou o Correio da Manhã.

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A trabalhadora, de 50 anos, afirma que passou a sofrer várias formas de pressão e isolamento dentro do local de trabalho. Entre as situações denunciadas estão a retirada de tarefas profissionais e a limitação das suas funções, o que, segundo a própria, a impediu de exercer normalmente a atividade que desempenhava.

De acordo com a queixa apresentada, e citada por aquele jornal, alguns episódios começaram em 2022. A funcionária diz ter sido proibida de conviver com colegas durante as refeições, ficando obrigada a almoçar isolada. Mais tarde, refere também que o comandante deixou de comunicar diretamente com ela, passando a utilizar apenas mensagens de correio eletrónico para qualquer contacto profissional.

A situação terá agravado no ano seguinte. A trabalhadora afirma que foi instalada uma divisória de vidro junto ao seu posto de trabalho para a separar do restante espaço da secretaria. Além disso, terá sido colocada uma câmara de videovigilância direcionada para a sua secretária.

Segundo a funcionária, estas situações tiveram impacto na sua saúde. Alega ter desenvolvido problemas psicológicos, incluindo uma perturbação depressiva, e passou a ser acompanhada por profissionais de saúde.

A mulher tinha sido colocada nos Bombeiros Sapadores ao abrigo do estatuto de vítima de violência doméstica, precisamente para garantir maior proteção no ambiente de trabalho. Contudo, afirma que acabou por enfrentar novas dificuldades dentro da própria instituição.

Depois de um período de baixa médica, a trabalhadora foi transferida para outro serviço municipal, o Centro Coordenador de Transportes de Braga. Entretanto, o comandante apresentou uma queixa contra a funcionária por difamação e denúncia caluniosa, mas o Ministério Público decidiu arquivar o processo por falta de indícios.

Contactado pelo jornal, o comandante confirmou que existe um processo em tribunal, mas não prestou declarações adicionais sobre as acusações. O caso segue agora para apreciação judicial.

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