Coimbra

Freguesias querem ter “competências formais” na área da Proteção Civil

António Alves | 1 hora atrás em 20-03-2026

Conselho Diretivo da ANAFRE está reunido em Coimbra.

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O presidente da Associação Nacional das Freguesias (ANAFRE) pediu sexta-feira, 20 de março, que a estrutura da Proteção Civil seja simplificada.

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Ao intervir na sessão de boas-vindas do Conselho Diretivo, que decorre até sábado no salão nobre do Município de Coimbra, Francisco Branco de Brito reconhece que a estrutura “é muito complexa”, sendo necessário encontrar “uma forma de sermos ágeis e rápidos a responder às populações”.

O autarca, que se dirigia à presidente da câmara e vice-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) Ana Abrunhosa, entende que “devem ser reconhecidas competências formais de proteção civil às freguesias”.

“Não queremos apenas ser colaboradores informais. Exigimos o respaldo legal para que a primeira intervenção que já realizamos no terreno seja efetivamente reconhecida”, afirmou.

E especificou as suas reivindicações: “a prontidão exige meios, exige viaturas adequadas, exige equipamentos de proteção e exige recursos financeiros previsíveis no Orçamento do Estado. Se a freguesia é a primeira a chegar, tem de ser a primeira a estar equipada. Transferir a responsabilidade da primeira intervenção sem transferir os recursos correspondentes não seria descentralizar”.

Clique nas imagens e veja os autarcas presentes

A presidente da câmara, Ana Abrunhosa, começou por reconhecer que “a freguesia é uma realidade concreta, é uma realidade diária e é, sobretudo, uma realidade profundamente humana”.

Olhando para os dias difíceis vividos no final de janeiro até meados de fevereiro, a autarca salientou o papel das juntas de freguesias, que permitiram acorrer com a maior celeridade aos problemas vividos pelas suas populações.

“Ajudaram-nos a articular as respostas com os serviços municipais, com a proteção civil, com os bombeiros e com as forças de segurança. E fizeram-no como fazem sempre, com o conhecimento do território, com o sentido de missão e com uma enorme dedicação às suas comunidades. E eu digo com toda a convicção, as freguesias não são apenas uma estrutura administrativa, são o verdadeiro pilar da coesão social e territorial do nosso país”, salientou.

Veja o Direto NDC com a sessão de boas-vindas

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