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França condena ex-jogadores de râguebi a até 14 anos de prisão por violação

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 04-04-2026

 A justiça de França manteve hoje as penas de prisão de até 14 anos aplicadas a três ex-jogadores de râguebi pela violação coletiva de uma mulher em 2017.

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No final de 2024, quase oito anos após os acontecimentos em Bordéus, no sudoeste de França, o francês Loïck Jammes e o irlandês Denis Coulson foram condenados a 14 anos de prisão e o neozelandês Rory Grice a 12 anos.

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Já de madrugada, o juiz presidente do Tribunal de Assize de Charente, em Angoulême (sudoeste), leu a sentença, após cinco horas de deliberação, num julgamento que decorreu à porta fechada.

“Foram condenados à mesma pena do primeiro julgamento. O tribunal e o júri tiveram em conta a gravidade dos atos, as circunstâncias que os envolveram e a ausência de qualquer alteração significativa de comportamento em comparação com a decisão anterior”, declarou o juiz.

Na sexta-feira, o Ministério Público francês tinha pedido penas de 14 anos de prisão para os três jogadores. A legislação francesa prevê uma pena máxima de 20 anos para acusações de violação coletiva.

Durante a leitura do veredicto, os três réus permaneceram imóveis no banco dos réus antes de conversarem de forma prolongada com os advogados e familiares. A denunciante esteve ausente.

Segundo a sentença, os três jogadores do Grenoble, então com idades entre 22 e 27 anos, violaram, em 11 de março de 2017, uma mulher de 20 anos, extremamente alcoolizada, após um jogo em Bordéus.

Na manhã de 12 de março de 2017, a jovem saiu em lágrimas de um hotel em Mérignac, perto de Bordéus, onde a equipa do Grenoble estava hospedada após a derrota com o Union Bordeaux-Bègles.

Na denúncia, a estudante, que mais tarde se tornou magistrada, afirmou que seguiu alguns jogadores de râguebi até um clube noturno durante uma noite de convício, mas que não se recordava do que aconteceu a seguir.

Acrescentou que acordou no dia seguinte nua numa cama, com uma muleta inserida na vagina, rodeada por dois homens nus e outros vestidos.

Durante o processo, tal como no primeiro julgamento, os arguidos alegaram que o sexo foi consentido pela mulher, baseando-se num vídeo gravado por um deles.

Outros dois membros da equipa que testemunharam a violação, sem intervir, não recorreram da sentença inicial.

O irlandês Chris Farrell foi condenado a quatro anos de prisão, dos quais dois foram suspensos, enquanto o neozelandês Dylan Hayes foi condenado a dois anos suspensos.

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