Albino Azevedo, emigrante português de 63 anos natural de Santa Maria da Feira, morreu na terça-feira após um incêndio num autocarro perto de Friburgo, na Suíça.
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O homem conduzia o veículo quando um passageiro se imolou no interior, provocando um fogo que causou seis mortos e cinco feridos.
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As autoridades suíças adiantaram que o incêndio foi provocado por um homem “marginal e perturbado” que se imolou, afastando motivações terroristas.
“Uma testemunha relatou que um homem entrou neste autocarro com sacos nas mãos. A certa altura, pulverizou-se com um produto inflamável e incendiou-o”, disse o procurador do cantão, Raphael Bourquin. O incêndio, que começou no final da tarde, causou seis mortos e cinco feridos, dois deles em estado grave.
Nas redes sociais, a filha de Albino Azevedo descreveu o pai como “um herói”:
“Nesta tragédia, ele fez tudo o que estava ao seu alcance e ainda mais para salvar vidas. Arriscou a própria vida para proteger os outros até ao fim. Era um homem de coragem e de um coração imenso”, escreveu.
Acrescentou ainda: “A sua vida foi-nos arrancada por um assassino, deixando uma dor profunda e um vazio impossível de preencher. Fará uma falta imensa e será para sempre um herói para a nossa família”.
O acidente ocorreu num “autocarro postal”, serviço de transporte público icónico na Suíça, que liga localidades rurais e montanhosas, reconhecido pela cor amarela, pontualidade e pela tradicional buzina de três tons usada para avisar nas curvas fechadas.
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