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Agricultores de Coimbra exigem plano de fogo controlado

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A Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (Adaco) considerou hoje ser necessário implementar-se definitivamente o Plano Nacional de Fogo Controlado (PNFC) como forma de combater a calamidade dos incêndios.

AEE

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Adaco diz também que a “realização de operações de fogo controlado tem de ser vista pelos governantes como um trabalho exigente realizado por profissionais e não como um ‘part-time’”.

A nota acrescenta que nos planos municipais de defesa da floresta contra incêndios (PMDFCI) deve igualmente haver referência a esta técnica de fogo controlado em áreas que apresentem “presença de invasoras com caráter infestante”

Na posição da Adaco, divulgada após os incêndios que atingiram na última semana a região Centro e que provocaram pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, apela-se também a uma urgente intervenção do Governo e demais órgãos de soberania para um “verdadeiro apuramento dos prejuízos registados em habitações, infraestruturas, equipamentos coletivos, produções agrícolas e animais, no sentido de minimizar os prejuízos económicos, sociais, ambientais e sobretudo humanos, que a tragédia acabou por marcar”.

Apresentando condolências às famílias das vítimas, aquela organização realça que “os incêndios não se combatem com boas intenções ministeriais, nem com charme mediático”, mas sim “com políticas agroflorestais de prevenção, ordenamento e planeamento florestal”

“Depois da revolução dos Cravos, as florestas nacionais foram quase todas privatizadas, sendo que atualmente apenas entre 2% a 5% dos parques florestais portugueses são públicos. Muitas dessas áreas foram replantadas com árvores de eucalipto especialmente suscetíveis às chamas; esta situação aliada à falta de um ordenamento florestal e leis que regulem esta área, faz com que muitas áreas do país estão cheias de combustível de biomassa propícias a fogos florestais”.

A Adaco acrescenta que “as políticas continuadas dos sucessivos governos de ataque e progressivo abandono à pequena e média agricultura originou uma desertificação progressiva principalmente no interior do país, situação que contribui em grande parte para toda esta calamidade dos fogos florestais; grande parte dos incêndios tem origem em aldeias abandonadas “.

Os agricultores de Coimbra consideram que a “progressão dos incêndios não se resolve apenas com a aplicação de coimas a quem não limpa a vegetação em torno das habitações rurais, mas sim com o incentivo à pequena agricultura que envolve as povoações e não deixa o fogo progredir”.

Dois grandes incêndios deflagraram há uma semana na região Centro, tendo obrigado à mobilização de mais de dois milhares de operacionais.

Estes incêndios, que deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis, consumiram cerca de 50 mil hectares de floresta [o equivalente a 50 mil campos de futebol] e obrigaram à evacuação de dezenas de aldeias.

O fogo que deflagrou em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, alastrou a Figueiró dos Vinhos e a Castanheira de Pera.

As chamas chegaram ainda aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra, mas o fogo foi dado como dominado na quarta-feira à tarde.

O incêndio que teve início no concelho de Góis, no distrito de Coimbra, atingiu também Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais. Ficou dominado na manhã de quinta-feira.

 

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