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Economia

Finanças destacam forte procura dos investidores pela primeira emissão de dívida de longo prazo

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O Ministério das Finanças sublinhou hoje a forte procura dos investidores pela primeira emissão de dívida de longo prazo realizada este ano, destacando a taxa de juro de 1,185% que foi conseguida.

Portugal foi hoje aos mercados, sendo esta a primeira grande emissão de Obrigações do Tesouro (OT) do ano através de um sindicato bancário, tendo colocado 3.000 milhões de euros a 20 anos, dando, desta forma, início ao Programa de Financiamento da República para 2022.

Em comunicado, o Ministério das Finanças refere que esta é a primeira emissão realizada após a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de terminar o programa PEPP (Pandemic Emergency Purchase Programme) e a consequente subida generalizada de taxas de juro na Europa, destacando que, apesar do contexto, “a nova emissão a 20 anos foi feita a uma taxa de 1,185% (‘reoffer yield’), estando o diferencial de preço a pagar pela República, comparativamente com a Alemanha, em mínimos históricos”.

A par da taxa de juro da colocação, o Ministério das Finanças destaca o facto de a procura ter atingido um montante de 20.000 milhões de euros, superando em quase sete vezes a oferta de 3.000 milhões de euros.

“A elevada procura pelas novas obrigações e a apetência por dívida pública portuguesa evidencia-se também pela dimensão do livro de ordens”, diz o mesmo comunicado, considerando que a emissão de hoje “comprova a confiança que os investidores depositam em Portugal, evidenciando um pleno acesso aos mercados financeiros, em condições historicamente favoráveis”.

O ministério liderado por João Leão destaca, por outro lado, que esta emissão de longo prazo permite dar continuidade ao trabalho dos últimos anos – nomeadamente durante o período da pandemia –, “em que se aproveitou as boas condições de financiamento e as taxas de juro baixas para aumentar maturidades”.

Segundo o Ministério das Finanças, a nova dívida emitida pela República em 2021 atingiu uma maturidade média de 14 anos, “superior à maturidade da maioria dos países da zona euro e, mesmo assim, com um custo mais baixo do que a dívida dos principais Estados soberanos comparáveis”.

Neste contexto, assinala que a maturidade desta nova dívida foi muito superior à maturidade média do ‘stock’ da dívida direta do Estado, que é de cerca de oito anos e tem um custo de 2,0%.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) divulgou, também em comunicado, que quase um terço (31%) dos investidores que acorreram a esta emissão são do Reino Unido, havendo ainda uma fatia de 25,6% de França, Itália e Espanha e 13% da Alemanha, Áustria e Suíça, com os gestores de fundos a dominarem em termos de perfil do investidor (41%) seguidos dos bancos (36,6%).

O sindicato bancário que organizou esta operação foi composto pelo BNP Paribas (B&D/DM), Credit Agricole CIB, J.P. Morgan, Morgan Stanley, Nomura e Novo Banco.

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