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Filme “A Bela América” rodado em Coimbra (com vídeos)

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O dia é de grande tensão. No palacete abandonado, na Cooperativa Agrícola de Coimbra, em plena Avenida Fernão de Magalhães, roda-se a cena de abertura do filme “A Bela América”, de António Ferreira.

Depois de “Pedro e Inês”, o realizador conimbricense voltou a escolher a cidade como cenário desta longa metragem. O Notícias de Coimbra assistiu esta quinta-feira às filmagens de uma cena densa, e com alguma violência, que será a de abertura do filme, a estrear no último semestre do próximo ano.

Polícia de choque tenta despejar um jovem cozinheiro (Estêvão Antunes) e a mãe (Custódia Gallego), cega. Há gritos, bastonadas, empurrões e alguns palavrões. “Silêncio. Ensaio”, grita António Ferreira, depois de mandar desligar os telemóveis a todos os presentes.

“A Bela América” é uma tragicomédia social sobre Lucas, um talentoso cozinheiro, que se apaixona por América, estrela de televisão e candidata a Presidente da República, decidindo conquistá-la com o seu talento culinário.

“Este filme é sobre as desigualdades sociais que, como sabemos, estão a agravar-se”, explica António Ferreira, ao NDC. O protagonista, Lucas, “vive num prédio degradado, num meio humilde, pobre” e vai-se cruzar com “uma pessoa muito famosa, a América, antiga apresentadora de televisão que se lançou numa candidatura presidencial”, descreve. “O que o filme vai propor como exercício é perceber se estes dois mundos se podem cruzar”, revela o realizador.

Coimbra foi o cenário natural para o cineasta. “Sou de Coimbra, é aqui que moro, que gosto de estar, 90% da equipa é de Coimbra, mais de metade do elenco também”, diz, quando questionado sobre a escolha. Além do antigo palacete, junto à Cooperativa Agrícola, a Cerca de Santo Agostinho, a Casa da Escrita, a Baixa e a Alta da cidade foram os “panos de fundo” utilizados para o desenrolar do enredo.

As filmagens vão terminar este fim de semana e o filme chegará ao grande ecrã na segunda metade de 2022. “Espero que seja visto por muitas pessoas e obrigada Coimbra por me dar um cenário tão bom”, disse ao NDC Custódia Gallego.

Para a atriz, “a história está contada de uma forma muito bonita”, mas a estética é “apenas o veículo para chamara a atenção destes problemas que são do mundo inteiro”. Custódia, que já é repetente nos filmes de António Ferreira, sublinha que “através de uma história de amor normalíssima se fala das relações de poder”, se conta que “nem todos temos as mesmas oportunidades”.

Também o protagonista e a conimbricense Daniela Claro, que interpreta o papel de Noémia, a melhor amiga de Lucas, por quem está apaixonada, revelaram um pouco mais sobre as suas personagens ao NDC. Veja o direto:

Veja o direto NDC com o realizador António Ferreira:

Veja uma das cenas iniciais do filme:

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