O rapaz de 14 anos acusado de matar a mãe, a vereadora da Câmara de Vagos Susana Gravato, começa hoje a ser julgado à porta fechada, no Tribunal de Família e Menores de Aveiro.
PUBLICIDADE
O caso remonta a 21 de outubro de 2025, quando Susana Gravato foi encontrada morta na sua residência, na Gafanha da Vagueira, concelho de Vagos, no distrito de Aveiro.
PUBLICIDADE
Menos de 24 horas após o crime, a Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção do filho da vereadora, por fortes indícios de ter assassinado a mãe.
O rapaz, que confessou o crime à PJ, começa a ser julgado hoje às 09:30 no Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no âmbito de um Processo Tutelar Educativo instaurado pela prática de factos consubstanciadores de um crime de homicídio qualificado.
O julgamento decorrerá à porta fechada, uma vez que foi determinada a exclusão de publicidade, o que significa que as audiências vão decorrer sem a presença de público ou da comunicação social, exceto na leitura da decisão, que será pública. O pai do jovem poderá assistir à audiência, uma vez que se trata de um menor.
O jovem, que está a cumprir a medida cautelar de guarda em centro educativo em regime fechado, será julgado por um tribunal coletivo, composto por um juiz de carreira e dois juízes sociais (cidadãos, sem formação jurídica específica, nomeados para auxiliar juízes de direito em tribunais de família e menores).
O Ministério Público requereu a aplicação ao jovem da medida tutelar educativa de internamento em centro educativo, que corresponde à medida mais gravosa.
A vereadora da Câmara de Vagos Susana Gravato foi atingida por um disparo de arma de fogo, quando se encontrava no interior da sua casa.
A vítima foi encontrada pelo marido que alertou os bombeiros. Apesar das manobras de reanimação realizadas, o óbito foi declarado no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação.
PUBLICIDADE