Justiça
Filho da grávida de Murtosa teria 2 anos e os nomes escolhidos homenageavam dois familiares
Imagem: Facebook
A família de Mónica Silva, desaparecida há quase 3 anos, vive momentos de dor.
A tia, Filomena Silva, revelou sentir que toda a esperança de encontrar Mónica viva acabou após ter sido detetado sangue humano na casa da Torreira.
“Quando a PJ me informou que havia sangue na casa, perdi qualquer esperança. O ADN não acusou de ser de ninguém porque tinha químicos da limpeza misturados, mas a PJ deu-a como morta”, contou emocionada.
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O luto é sentido de forma intensa e inexplicável pela família. “É uma dor que não se explica, falta algo… Fui à sepultura da minha mãe, tenho o meu irmão ao lado que morreu num acidente com 18 anos […] meti lá as coisas que tinha que meter e, ao lado, está uma sepultura sem ninguém. Coloquei uma velinha por Mónica e um raminho de flores”, desabafou.
O bebé que Mónica carregava no ventre já tinha nome e era uma homenagem. Hoje, o menino teria 2 anos. O nome escolhido era Gonçalo Augusto, em memória de familiares: “Gonçalo em homenagem ao tio que morreu de mota e Augusto em homenagem ao avô”, explicou a tia.
Durante o julgamento, a “juíza brincou com os sentimentos” da família, alega Filomena que acrescenta que a sessão foi à porta fechada, alegadamente, por causa dos menores, mas afirma que a juíza não se preocupou na altura de ouvir a sentença, aumentando o desgaste emocional da família.
“Dinheiro não pode comprar tudo”, refletiu a tia, mostrando o impacto humano e emocional de anos de espera e frustração.
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