Uma denúncia anónima feita à GNR da Lourinhã, na noite de quarta-feira, 21 de janeiro, levou a Polícia Judiciária (PJ) a assumir a investigação do desaparecimento de Maria Custódia Amaral, agente imobiliária de 54 anos e filha da atriz Delfina Cruz.
A informação apontava para a possibilidade de sequestro, motivo pelo qual o inquérito passou para a Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT), escreve o Correio da Manhã.
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O desaparecimento foi inicialmente comunicado à GNR pelo namorado da vítima, depois de Maria Custódia Amaral ter faltado a um compromisso profissional. A agente imobiliária, residente numa moradia em São Bartolomeu dos Galegos, no concelho da Lourinhã, teria sido vista pela última vez no domingo, na localidade de Paço, perto de casa.
Segundo o alerta feito às autoridades, Maria Custódia Amaral tinha informado o companheiro de que, no dia seguinte, se deslocaria às Caldas da Rainha para uma reunião de trabalho na imobiliária onde exerce funções, a Remax Vantagem Real, com o objetivo de angariar um imóvel para venda. No entanto, não compareceu ao compromisso.
O telemóvel da agente imobiliária ficou desligado entre o final da tarde de segunda-feira e a madrugada de terça, tendo também cessado qualquer atividade nas redes sociais.
Após a participação do desaparecimento, a GNR solicitou a sinalização do telemóvel junto de uma operadora e recolheu depoimentos de familiares e amigos próximos. As diligências iniciais indicaram que Maria Custódia Amaral não teria motivos pessoais, profissionais ou de saúde que justificassem um desaparecimento voluntário.
A investigação ganhou novos contornos na quarta-feira, com uma chamada telefónica anónima para a GNR da Lourinhã, indicando que a mulher teria sido sequestrada. Perante a possibilidade de um crime violento, a GNR contactou a PJ de Lisboa, que encaminhou o caso para a UNCT. Entre os cenários em análise está o de sequestro com fins de roubo.
Os inspetores estão agora a reconstituir os últimos passos da vítima e os contactos que manteve desde domingo, dia em que deu os últimos sinais de vida.
Em declarações, Rosa Vieira, amiga próxima de Maria Custódia Amaral, revelou que a agente imobiliária lhe tinha confidenciado planos recentes. “Ela disse que queria vender a casa, situada em São Bartolomeu dos Galegos, e comprar uma mais pequena para ir morar com os cães”, afirmou, visivelmente abalada.
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