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Coimbra

Figueira da Foz quer embarcação a ligar a marina ao Cabedelo e é “concelho mais industrializado da região”

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“A Figueira da Foz é já o concelho mais industrializado da região” disse hoje o presidente da autarquia durante o discurso de comemoração do Dia da Cidade e destacou a criação de um centro de formação profissional no Sítio das Artes, o alargamento da zona industrial a sul, e afirmou ser “primordial adquirir uma embarcação para ligação alternativa entre o norte e o sul do concelho, entre a marina e o Cabedelo”.

Carlos Monteiro relatou que foi celebrado um protocolo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para a criação deste novo centro, que considerou “estruturante para qualificar a mão de obra e está em consonância com a candidatura para alargar a zona industrial a sul”.

O autarca refere que o “ultimar da candidatura” de alargamento da zona industrial  demonstra que “é importante continuar a apostar nesse sector, que, neste contexto [de crise criada pela pandemia], emerge como fundamental”.

“No pressuposto de que em 2021 estará concluído o concurso internacional de  transportes públicos da CIMRC, que tem como objetivo melhorar a mobilidade na região e no concelho da Figueira da Foz, em particular, havendo apoios ou uma linha de financiamento, é primordial adquirir uma embarcação para ligar a marina e o Cabedelo” –disse o edil.

Carlos Monteiro enfatizou o “desígnio reforçar o concelho da Figueira enquanto destino turístico de qualidade, porque a “Figueira tem tudo em segurança e todo o ano” referindo o município “enquanto destino de natureza (praia, rio serra, campo), apoiado numa forte oferta cultural e desportiva, hoteleira e gastronómica”, potencial a “combinar com um reforço sustentado do comércio e da indústria.”

Imagem que integra a campanha de promoção turística da Figueira da Foz

No plano da valorização do património foram reafirmados os objetivos de “requalificar a escola Cristina Torres e procurar financiamento para requalificar a escola das Abadias e o Convento de Seiça, cujos concursos já foram lançados” afirmando que “a escola Bernardino Machado não foi esquecida, mas ainda não surgiu a oportunidade”.

Ao nível da saúde, o presidente afirma que a Câmara da Figueira da Foz “irá assumir as competências nesta área, pugnando pela melhoria das estruturas de saúde existentes e procedendo à aquisição de uma unidade móvel de saúde que irá garantir um serviço descentralizado pelas freguesias, mas fundamentalmente iremos pugnar por melhores serviços”.

No que toca aos planos de desenvolvimento estratégico urbano (PEDU), Monteiro considera que seria importante que “se estendessem a todas as freguesias, dado que, requalificadas algumas vias, já previstas novas intervenções em todas as freguesias do concelho, é necessário valorizar os espaços públicos das freguesias mais rurais, assim como viabilizar a construção de mais passeios em todo o concelho”.

O presidente da edilidade afirmou que o “concelho tem 1.000 Km de vias asfaltadas, que vão continuar a ser requalificadas, assim como irão ser efetuadas intervenções de requalificação em áreas de reabilitação urbana”. Destaca o projeto do nó rodoviário de acesso da A14 à empresa Verallia para libertar a estrada municipal EM 600 do trânsito pesado”. Ainda este ano – revela – prevê-se iniciar a obra da “ligação ao norte do concelho pelo “Enforca Cães”, assim como a iniciar a construção da rotunda do Galo D`Ouro. Está em curso a segunda fase dos planos de requalificação do Cabedelo e de Buarcos, que irão iniciar-se a curto prazo.”

Em parceria com a Comunidade Intermunicipal, a Figueira da Foz está “a lançar o concurso da ciclovia Eurovelo, que implica a construção de uma ponte entre Alqueidão e Lares, cujo projeto já está concluído”, recorda Carlos Monteiro que é também vice-presidente da CIM Região de Coimbra.

Ainda no plano da mobilidade destacou que pretendem “diversificar a oferta e valorizar a mobilidade suave” e para isso “concluir a ligação da ciclovia Figueira Vila Verde a Coimbra e iniciar, em parceria com a CIMRC, a ciclovia Figueira, Cantanhede, Mealhada.

“Os passadiços da praia da Murtinheira e Quiaios vão ser requalificados, assim como os das praias da Costa de Lavos” disse, arescentando que “simultaneamente, e numa vertente ambiental, estão a ser colocados passadiços na lagoa da Vela, após ter sido feita a limpeza de infestantes e a plantação de milhares de árvores autóctones”.

“Num outro projeto, também em parceria com a CIM, vamos iniciar a remoção da espécie invasora, os jacintos, do Rio Mondego e a colocação de câmaras de videovigilância para prevenção dos incêndios.”

“Também com preocupações ambientais e económicas, inicialmente na Freguesia de Vila Verde, a partir de julho, vai começar a ser instalado o sistema de iluminação pública inteligente, caracterizado pela utilização de luminárias led com telegestão e comunicação com o sistema de telemetria dos contadores de água. Esta medida tem como principal preocupação as questões ambientais, tendo além disso o objetivo de baixar significativamente a fatura da iluminação pública. Será lançado concurso para alargar este sistema todo o concelho.”

Anunciando ainda as “intervenções no “Futuro Parque Urbano”, com a supervisão do professor Sidónio Pardal, o presidente da CMFF disse que “há ainda um desejo de adquirir um determinado terreno que seria determinante em termos urbanístico, ambiental e estratégico, mas ainda é cedo para pormenorizar esse projeto.”

A ligação da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de S. Pedro à ETAR de Vilaverde, construir um emissário desta última para o mar, assim aumentando muito a qualidade da água do rio Mondego e potenciando mais a aquicultura na ilha da Morraceira” são outros projetos referidos no discurso do dia da cidade como estruturante e de preocupação ambiental.

A construção de uma piscina coberta na zona urbana, assim como um pavilhão multiusos, com ambivalência na vertente económica são duas obras que o autarca refere, e afirma que não terminará o “mandato sem definir uma estratégia local de habitação para o concelho”. Diz que o objetivo é “promover a oferta de soluções habitacionais adequadas e atrativas para os diversos níveis de rendimento, composição e estilos de vida dos agregados familiares, incluindo para aqueles que têm necessidades especiais e que requerem integração coerente de respostas e políticas sectoriais. Esta medida requer a mobilização extraordinária de recursos da rede social do concelho, do Município e do Estado” – recorda.

Numa “comemoração de meia sala” que “estabelece um compromisso entre festa e segurança” para comemorar o dia da cidade da Figueira da Foz e homenagear “alguns dos muito ilustres figueirenses”, o discurso do presidente da autarquia ficou marcado pela mensagem de que “a Figueira tem tudo em segurança e tem tudo todo o ano”.

“Sendo incontestável que este concelho foi bafejado pela natureza e pela sua localização geográfica, foram, e serão sempre, as pessoas que, por iniciativa individual, ou em equipa, tiveram a capacidade de contribuir para a excelência da Figueira e permitiram que esta tenha tido sempre um papel de grande relevo no nosso país” continuou Carlos Monteiro.

À intervenção do presidente seguiu-se a homenagem a “referências inspiradoras em “áreas tão diversas como o serviço público, a “respublica”, a ciência, a cultura, a ação social, a cidadania, a atividade empresarial”.

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