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Figueira da Foz quer dragagem permanente do porto com meios do Estado

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O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, disse hoje que o porto da cidade precisa de “dragagem permanente”, trabalho que na sua opinião deve ser assegurado pelo Estado com meios seus.

“O Estado não tem meios próprios para isso, o que é um contrassenso”, afirmou Pedro Santana Lopes à agência Lusa, a propósito de uma reunião realizada em Lisboa, hoje, com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

Lembrando que a remoção de inertes do fundo dos portos portugueses é realizada por dragas alugadas a empresas privadas, o autarca da Figueira da Foz defendeu que as cidades deveriam dispor de meios públicos para fazerem esse trabalho.

Tal solução, salientou, passaria pela “repartição equilibrada” de encargos financeiros entre a administração central e os municípios onde existem portos.

Pedro Santana Lopes disse que sugeriu ao ministro Pedro Nuno Santos a criação de um sistema nacional de dragagem assente numa cogestão do Estado e das autarquias, com recurso a verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

No porto da Figueira da Foz, no estuário do rio Mondego, distrito de Coimbra, verifica-se uma “situação gravíssima” que exige “uma manutenção permanente” para que a entrada dos navios na barra se processe sem problemas, acrescentou.

Outro assunto que o presidente da Câmara da Figueira da Foz discutiu com o ministro das Infraestruturas foi uma alegada subalternização da cidade, relativamente a Aveiro, quanto à administração do porto local.

“As quatro pessoas que integram o conselho de administração dos Portos de Aveiro e da Figueira da Foz são de Aveiro, onde passam a maior parte do tempo”, criticou.

Para Pedro Santana Lopes, “a Figueira não pode viver nesta situação de subalternização”, o que equivale a “uma coisa sem pés nem cabeça”.

“Cada vez que há algo, temos de telefonar e pedir que venham à Figueira da Foz”, lamentou.

Está em causa, designadamente, “a necessidade permanente de recorrer à draga”, alugada a privados, a qual “apenas pode trabalhar com ondas inferiores a dois metros”.

“Quando as dragas chegam, dois dias depois, já as ondas se alteraram e não permitem” efetuar a limpeza de inertes do estuário do Mondego, explicou o presidente da Câmara.

A empreitada de reabilitação da ponte Edgar Cardoso, que deverá arrancar este ano, foi igualmente debatida na reunião com Pedro Nuno Santos.

“Não temos nenhuma informação da Infraestruturas de Portugal sobre o início da obra, que vai durar dois anos”, afirmou Pedro Santana Lopes.

O autarca realçou ter sido “uma reunião de trabalho muito eficaz”, da qual a Câmara da Figueira da Foz espera ter “em breve consequências a vários níveis”, incluindo no capítulo das ligações ferroviárias.

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