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Figueira da Foz: Prédio devoluto “O trabalho” em obras

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O chamado edifício “O Trabalho”, um prédio devoluto contestado na Figueira da Foz, pela volumetria que possui e por estar ao abandono há duas décadas, entrou hoje em obras de requalificação, disse o presidente da autarquia.

O prédio de sete pisos, com apartamentos e espaços comerciais, para além de estacionamento subterrâneo, situado num quarteirão da zona turística do Bairro Novo onde se localizava o antigo ParqueCine, numa zona entre o Casino e o mercado e jardim municipal, foi sempre contestado pela volumetria excessiva, que sucessivos executivos municipais pretendiam ver reduzida, chegando mesmo a equacionar-se a sua demolição, soluções que nunca avançaram.

Em declarações à agência Lusa, Carlos Monteiro assinalou o início da obra de requalificação interna e externa do edifício – que tem o prazo de um ano – na sequência de um projeto aprovado em 2020 pelos serviços deste município do litoral do distrito de Coimbra.

“Não é a obra excelente, porque não vai reduzir a volumetria. Não sendo uma excelente notícia, é uma boa notícia para a Figueira, porque é um espaço que está degradado, está abandonado, vai ser requalificado internamente e externamente e, com a procura que existe de habitação, acreditamos que vai contribuir muito para a regeneração daquela zona”, afirmou o autarca.

Carlos Monteiro notou, no entanto, que no passado existiram “situações semelhantes” na Figueira da Foz, “como o Sweet Hotel, que era um edifício que marcava muito a cidade, atendendo à sua grande volumetria, mas depois com o arranjo exterior atenuou [essa situação] e hoje é um edifício que se enquadra, bonito”.

O presidente da autarquia lembrou igualmente as obras em curso na zona em causa, nomeadamente na envolvente do Jardim Municipal.

“É toda uma zona que vai ficar melhorada e este [o edifício “O Trabalho”] é o acréscimo que o Bairro Novo estava a precisar, porque se tiver mais pessoas ali a viver, com certeza que a restauração vai ter mais potenciais clientes”, argumentou.

A intervenção de recuperação vai alterar a finalidade primária do edifício inaugurado em 1992 – que chegou a ter um centro comercial de três pisos e uma praça interior no piso térreo e quatro andares de apartamentos que nunca foram habitados – e que passa a ser “essencialmente de habitação com um espaço para comércio”.

O prédio vai também perder as cores exteriores de amarelo-torrado e vermelho, e passar a ser “branco com inserções em cinza”, disse Carlos Monteiro.

As preocupações com o edifício “O Trabalho” (cujo nome advém da antiga seguradora assim denominada) começaram no final do mandato de Pedro Santana Lopes em 2001, atravessaram os dois mandatos de Duarte Silva (até 2009) e os de João Ataíde (até 2019), sem que a Câmara Municipal lograsse resolver o problema junto dos proprietários, que também foram mudando.

O prédio pertenceu à seguradora Açoreana, do grupo Banif, que chegou a levantar licenças para uma recuperação que nunca aconteceu. Passou depois para o fundo Apollo e depois para outro fundo de investimento.

Segundo o autarca, o titular da licença de obras para “reabilitação de edifício com alteração de fachadas e revestimentos exteriores” é uma empresa denominada Atlantic Tradition.

Carlos Monteiro destacou a “transparência e a forma como os atuais proprietários se relacionaram com a Câmara Municipal”.

“Foram dizendo o que ia acontecendo e cumpriram, foi um relacionamento assertivo e de seriedade. Até aqui havia um conjunto de promessas e nada acontecia e neste caso concreto não foi assim e quero realçar essa nota positiva”, enalteceu.

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